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Brasil em queda no ano

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O Brasil, ao longo de muitos anos, conquistou a entrada no seleto grupo das maiores economias globais. Hoje, ocupamos a oitava posição no ranking mundial, o que deveria ser motivo de orgulho para todos os brasileiros. No entanto, essa conquista não é motivo de celebração. Por quê?

Nosso país alcançou essa posição principalmente através da exportação de commodities e produtos agrícolas, ou seja, itens de baixo valor agregado. Essa dependência revela a falta de uma base industrial robusta e a ausência de um projeto de desenvolvimento nacional sustentável. A indústria brasileira deixou de ser prioridade, com setores estratégicos sendo vendidos a grupos estrangeiros.

Recentemente, o controle da Avibras Indústria Aeroespacial, uma importante empresa de defesa, foi transferido para um grupo australiano. Seguindo essa tendência, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp, uma das maiores companhias de saneamento do mundo, está a caminho da privatização. Essas vendas refletem a adoção do liberalismo econômico no país, que, em vez de fortalecer a economia nacional, entrega ativos estratégicos a investidores externos.

Além disso, o ambiente de negócios no Brasil é desafiador. O sistema judiciário gera incertezas, enquanto a legislação trabalhista e a burocracia são sufocantes, dificultando a atração de investimentos e a operação de empresas no país.

O governo, mesmo na metade de seu mandato, parece estar em campanha eleitoral contínua, sem oferecer a estabilidade e a confiança necessárias para impulsionar a economia. A política fiscal é um exemplo claro dessa falta de confiança.

Internamente, pode parecer que estamos progredindo, mas uma análise comparativa com outros países do BRICS mostra que estamos ficando para trás.

Vejamos os resultados dos índices das bolsas de valores neste ano:

  • Brasil, Ibovespa: queda de 10,58%
  • Rússia, Imoex: alta de 2,29%
  • Índia, BSE: alta de 22%
  • China, Xangai: alta de 1,44%
  • África do Sul: queda de 0,70%

Esses dados revelam uma realidade preocupante: enquanto nossos pares no BRICS apresentam desempenhos mais favoráveis, o Brasil enfrenta um declínio significativo. Para mudar esse quadro, é crucial desenvolver uma estratégia de crescimento que inclua a diversificação da economia, o fortalecimento da indústria nacional e um ambiente de negócios favorável.

Meu texto, pode parecer incoerente, mas acredito que o Estado pode ajudar a indústria nacional a crescer e se desenvolver.

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josue-coimbra

Economista formado na PUC/SP

Reportagens - 43
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