segunda-feira, 23 mar, 2026

- PUBLICIDADE -

Avanço desigual

Da Redação

Receba as novidades direto no seu smartphone!

Entre no nosso grupo do Whatsapp e fique sempre atualizado.

O Dia Mundial da Água, no Alto Tietê, expõe uma desigualdade que os números não conseguem esconder. O Ranking do Saneamento 2026 mostra avanços pontuais, como Suzano e Itaquaquecetuba, mas confirma um padrão conhecido: o investimento chega primeiro onde o problema é menor.

Não falta resultado. Falta critério. Enquanto municípios mais estruturados avançam, cidades mais frágeis seguem à margem, inclusive as sete menores do Alto Tietê, fora do ranking, mas dentro da realidade mais dura do saneamento precário.

Após a privatização da Sabesp, o Governo do Estado prometeu eficiência e universalização mais rápida. Os indicadores gerais evoluem, mas de forma desigual. E saneamento não pode ser vitrine seletiva: ou chega para todos, ou perpetua o problema.

A lógica atual é simples e equivocada. Investir onde é mais fácil melhora ranking. Investir onde é mais necessário exige decisão política.

Saneamento é saúde, renda e dignidade. Quando o investimento não acompanha a necessidade, o impacto aparece na doença, na evasão escolar e na baixa produtividade. Não é abstração. É custo real, pago por quem já tem menos.

Se a privatização veio para corrigir distorções, o foco precisa mudar. Não basta desempenho médio elevado. O que define uma política pública é a capacidade de reduzir desigualdades, não de administrá-las.

Compartilhar este artigo
Deixar uma avaliação

Deixar uma avaliação

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- publicidade -

- PUBLICIDADE -