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Após primeira audiência sem direito a pergunta, Plano Diretor volta a ser debatido na Câmara de Poá nesta quarta (19)

Movimento Muda Poá, liderado pelo pré-candidato a prefeito Saulo Souza (PP), critica tramitação do projeto em regime de urgência e falta de participação popular
Foto: Divulgação

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A Câmara de Poá voltará a debater sobre a revisão do Plano Diretor e a Lei de Uso e Ocupação do Solo nesta quarta-feira (19), a partir das 18 horas. Apesar de se tratar de uma audiência pública, na primeira discussão, realizada na semana passada, não foi permitido fazer questionamentos sobre os projetos. O movimento Muda Poá, liderado pelo pré-candidato a prefeito Saulo Souza (PP), defende a participação efetiva da população e entidades representativas no debate sobre os temas e o adiamento da votação para 2025.

“Nós estaremos novamente na Câmara para debater esse assunto que é de extrema importância para o futuro da cidade. No primeiro debate não tivemos a presença dos secretários municipais nem da prefeita Márcia Bin, que enviou servidores técnicos, mas nós todos ficamos sem respostas. Não foi permitido fazer perguntas”, destacou Saulo Souza.

Presente na primeira audiência, o vereador Saul Souza (PP) reforçou a importância de ouvir a população periférica.

“É um projeto muito complexo e forma como ele foi debatido está muito aquém. Ainda que tenha sido formalizada participação pública por meio de conselhos municipais, é preciso levar esse debate para a periferia, onde o povo será realmente impactado. Essa discussão precisa ser mais abrangente”, defendeu.

Segurança

O delegado licenciado Eliardo Jordão, que também participou da audiência, destacou a importância do planejamento para a elaboração do Plano Diretor e como ele pode ser importante na redução dos crimes.

“Existe, dentro da segurança pública, o triângulo do crime. De um lado está a criminoso, do outro está a vítima e para completando está o fator criminógeno, que, dentro do contexto do que está sendo discutido em Poá, pode ser o local propício para a prática daquele crime. Por isso destaco a importância de não perder de vista a teoria do triângulo do crime. Porque um planejamento ideal fatalmente vai fazer com que a segurança pública melhore na cidade”, pontuou.

Integrante do movimento “Muda Poá” ao lado dos também vereadores do PP, do pré-candidato a prefeito Saulo Souza e dos pré-candidatos a vereador dos partidos Avante, Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e Partido Renovação Democrática (PRD), Beto Melo fez seus apontamentos e pediu mais esclarecimentos por parte da atual gestão.

“Fico preocupado como ficam as áreas de preservação ambiental. Também precisamos saber se existe estudo de mobilidade para garantir que as novas construções permitidas no plano não vão piorar o trânsito”, questionou.

Estudos de impacto também foram cobrados pelo parlamentar Rogério Mathias.

 “Precisamos que administração envie para a segunda audiência pessoas responsáveis que possam sanar dúvidas que estão aparecendo. Minha sugestão também é que seja delimitada a altura dos prédios e regulamentada a metragem mínima dos apartamentos que serão construídos”, apontou.

Adiamento

Em função das dúvidas, pouco debate e falta de informações, o movimento “Muda Poá” pede o adiamento da votação dos projetos para 2025. “Não há nada que passe credibilidade e confiança por parte dessa administração e nós vamos lutar para que esse debate aconteça no próximo ano. Estamos prontos para recorrer à Justiça caso seja necessário”, finalizou Saulo Souza.

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