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Alunos fazem ataques nazistas contra professora em escola estadual de Itaquá

Em grupo de WhatsApp, estudantes chamam professora de 'baiana desgraçada' e 'macumbeira'
Foto: Divulgação

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O espantoso aumento no número de ataques em escolas no Brasil chamou a atenção para temas como a radicalização ideológica de crianças e adolescentes, fenômeno que pôde ser sentido no início deste mês na Escola Estadual Jardim Odete III, em Itaquaquecetuba, onde um grupo de alunos proferiu uma série de ofensas de cunho xenofóbico, de intolerância religiosa e com apologia ao nazismo contra uma professora.

Os ataques ocorreram em um grupo de Whatsapp e a GAZETA teve acesso a prints de momentos em que os estudantes se referem à educadora como “baiana desgraçada”, “vadia macumbeira”, “gerente de casa de macumba”, além de não economizarem nos palavrões. Em uma das imagens, enviadas à reportagem por uma fonte que preferiu não se identificar, os adolescentes trocam uma série figurinhas de suásticas e outros símbolos nazistas.

Pela Constituição Federal, mais precisamente o artigo 20 da Lei 7.716/1989, é proibido “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”, sob pena de dois a cinco anos de prisão e multa.

De acordo com a fonte, estes ataques em questão ocorreram após a educadora citar religiões de matriz africana em alguma de suas aulas. Por questões de segurança, para preservar a integridade da vítima, sua identidade será mantida em sigilo.

Demonstrando a fertilidade de sua imaginação, um dos jovens diz que “ela não tem água em casa e come cacto todos os dias”. Os ataques se estendem também à vida pessoal da professora, falando sobre seu casamento e sua família. “O marido dela virou viado e nunca mais quis comer ela”, diz uma das mensagens.

A GAZETA teve acesso também ao Boletim de Ocorrência, registrado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Itaquaquecetuba, que cita que, após tomar conhecimento do ocorrido, a direção da escola convocou os responsáveis pelos menores e “os filhos foram aconselhados a ficarem em casa para esfriar a cabeça”.

Ainda segundo o documento, a Secretaria Estadual de Educação “enviou uma equipe de profissionais para amparo psicológico das partes” e foi proposto um trabalho de conscientização sobre o tema encabeçado pela vítima. Procurada pela reportagem, a Pasta não se posicionou sobre o caso até o fechamento desta edição.

A reportagem tentou contato também com a professora, mas ela preferiu não se manifestar.

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