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ACABOU O RESPEITO – Brasil empata com a Colômbia e mostra sua cara

Seleção termina a primeira fase da Copa América da mesma forma que começou: decepcionando
Foto: Divulgação

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No início da noite desta terça-feira (2), circulou nas redes sociais um vídeo do ex-atacante colombiano Faustino Asprilla, conhecido no Brasil por já ter jogado no Palmeiras, dizendo que não havia qualquer motivo para que seus compatriotas temessem a outrora seleção mais aterrorizante do mundo. Não que espante, mas ele tem razão.

Os comandados por Dorival Júnior adentraram o gramado do Levi’s Stadium, na Califórnia, muito mais preocupados com os colombianos, invictos há 26 partidas, que vice-versa. Também com razão.

Dentro de campo, nada muito diferente do imaginado. A canarinho, amedrontada, pouco agrediu, até que achou o gol de falta há muito esquecido e, em seguida, voltou a ser dominada.

Até nas arquibancadas, o amarelo predominante dentre os mais de 70 mil torcedores presentes era o colombiano, que, gritando “olé” já no início do segundo tempo, demonstravam a falta de preocupação.

Resta o questionamento aos raros leitores e leitoras: dava para esperar diferente?

A seleção terminou a primeira fase da Copa América da mesma forma que começou: decepcionando. Mas o que esperar de um time cujo meio de campo, principal área onde o jogo se desenvolve, é composto por jogadores do terceiro escalão da Europa, convocados apenas por jogarem lá?

Há margem alguma para esperança quando o principal meio-campista brasileiro é jogador do possante West Ham, da Inglaterra? Todos seus companheiros são do mesmo nível, jogadores de clubes sem nenhuma relevância sequer em seus países.

Os principais líderes do elenco são o lateral-direito Danilo, o zagueiro Marquinhos e o goleiro Alisson. Três representantes do retumbante fracasso nas últimas Copas do Mundo.

As únicas esperanças de jogadas interessantes, os madridistas Rodrygo e Vinícius Júnior, não se apresentaram à CBF. Foram aos Estados Unidos, mas se recusam a jogar, tendo mandado sósias em seus lugares. É a única explicação plausível para a falta de futebol jogado.

Corrijo: Vini entrou em campo apenas para tomar o cartão amarelo e ser suspenso, seguindo a tradição criada por Neymar em 2014 de o melhor jogador não estar presente nos momentos de maior humilhação para os brasileiros.

Porque este é o cenário que se desenha para o próximo sábado, quando o Brasil enfrenta o Uruguai pelas quartas-de-final: caso se repita o nível de atuação, nem toda vela de Aparecida será suficiente.

O lado bom é a possibilidade de, após a eliminação que se aproxima, Dorival Júnior ter um pouco mais de espaço para cumprir sua promessa e mudar a cara dessa seleção pasteurizada, para, mesmo que percamos a Copa do Mundo, o façamos com nossa cara.

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