Nas eleições de 6 de outubro, o cidadão comum cobrou duramente os candidatos a prefeito, principalmente aqueles que estão no cargo e buscavam a reeleição, por conta das péssimas condições dos serviços de saúde.
As maiores reclamações sempre foram em relação à dificuldade de conseguir cirurgias e consultas com médicos especialistas, procedimentos que não são responsabilidade dos municípios e sim do governo estadual. O eleitor, registre-se, não tem obrigação nenhuma de saber disso.
A saúde pública no Alto Tietê, de fato, está em estado crítico. E o principal culpado é o governo de São Paulo, comandado por Tarcísio de Freitas. O mesmo Tarcísio que, em setembro de 2022, ainda candidato, prometeu que reabriria o Pronto Socorro do Hospital Luzia de Pinho Mello, fechado desde 2020. Eleito, nunca cumpriu a promessa.
As perspectivas não são boas. No início do mês, o governador anunciou um novo modelo de gestão hospitalar para três hospitais gerais paulistanas, transferindo para Organizações Sociais de Saúde (OSS) as responsabilidades que são do Estado. É a terceirização da saúde a pleno vapor e que deve chegar à região do Alto Tietê, primeiramente pelo Hospital Geral de Ferraz de Vasconcelos e pelo Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, em Jundiapeba.
É a política do governador carioca de São Paulo: em vez de solucionar os problemas, terceiriza suas obrigações, como já fez no setor de energia, que resultou em caos na cidade de São Paulo, com o apagão que deixou milhões sem eletricidade por quase uma semana. É o verdadeiro salve-se quem puder!



