Reportagem especial de Guilherme Alferes revela a preocupante situação na praça ao lado da estação da CPTM, em Mogi das Cruzes, que exige atenção imediata das autoridades. A crescente presença de usuários de drogas e os frequentes furtos e assaltos já afetam comerciantes, moradores e transeuntes, desenhando um cenário que remete, em menor escala, à Cracolândia. A questão é: será preciso esperar que o problema cresça para que ações efetivas sejam tomadas?
A dependência química é uma questão complexa de saúde pública. A Prefeitura de Mogi tem se esforçado para atender pessoas em situação de vulnerabilidade, mas as ações isoladas ainda são insuficientes. O problema demanda uma intervenção ampla, coordenada entre Saúde, Assistência Social, Segurança Pública e Desenvolvimento, além de parcerias com a Polícia Militar e Civil.
Os números de furtos na região central indicam uma tendência de aumento, intensificando a sensação de insegurança. Comerciantes e moradores sentem-se desamparados e, em alguns casos, tentam “fazer justiça com as próprias mãos”. A urgência é clara: autoridades locais precisam agir preventivamente para evitar que o problema se torne mais difícil e caro de resolver.
A negligência inicial, como observado na Cracolândia paulistana, cobra um preço social e financeiro altíssimo. Prefeitura e forças de segurança precisam atuar com energia e rapidez para impedir que esse problema se torne um desafio irreversível, ameaçando não só o centro, mas o bem-estar de toda a cidade.


