sábado, 21 fev, 2026

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Trupe do Riso espalha arte, alegria e acolhimento nos hospitais de Mogi

Grupo mogiano atua em hospitais e clínicas da região, levando arte, escuta e afeto a pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde
Da Redação

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Usar a arte e a educação para levar sorrisos a quem precisa e apoiar o voluntariado como forma de transformar o mundo. Esse é o propósito da Trupe do Riso, grupo mogiano que há anos atua em hospitais e clínicas da região, levando arte, escuta e afeto a pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde.

À frente do projeto está Ana Leia, a Palhaça Geleia, uma das 22 pessoas no mundo graduadas em Palhaçaria Hospitalar, título concedido pela PUC do Paraná em parceria com a EPAH (Escola de Palhaçaria), que lidera o projeto ao lado de Cláudio Neto e Gabriela Uehara.

O trabalho começou de forma despretensiosa. Ana, que já era atriz, integrava um grupo teatral quando surgiu a ideia de usar o palhaço como linguagem cênica. “No começo, fizemos uma apresentação com palhaços no formato de teatro, mas percebi que não era aquilo. Fui estudar o que realmente era a palhaçaria e me apaixonei. É um mundo inteiro, e seguimos aprendendo até hoje”.

Atualmente, o grupo conta com uma equipe artística preparada para levar sorrisos e alegrias em hospitais, casas de repouso, creches, abrigos infantis, ruas e outros lugares. “Trabalhamos com o palhaço em hospitais, contamos histórias para quem precisa, visitamos idosos em casas de repouso e ainda temos uma linda equipe de voluntários dispostos a emprestar seus ouvidos para quem precisa”.

Ana reforça que a palhaçaria hospitalar não é apenas sobre fazer rir. “É sobre conexão, sobre ouvir. Às vezes, o palhaço chega para brincar, mas o que a pessoa precisa é de alguém que a escute”.

Com o tempo e muito estudo, o grupo também compreendeu a dimensão do impacto desse trabalho. “Hoje entendemos que somos promotores de saúde. Há estudos que mostram que, após a visita de um palhaço, a glicemia melhora, a pressão sanguínea estabiliza, o coração responde melhor. O quadro clínico do paciente pode melhorar em até 40%”.

Entre as inúmeras histórias vividas nesses 15 anos, uma marcou profundamente a artista: “Estávamos em uma UTI infantil, e uma mãe estava muito triste. Me aproximei devagar, brinquei com ela dentro da lógica do palhaço e disse que não era hora de chorar, mas de ter fé. Na semana seguinte, quando voltei, ela estava no corredor com a filha. A menina tinha saído da UTI e estava prestes a receber alta. Foi emocionante”.

Voluntários

A Trupe do Riso está com processo seletivo aberto até o dia 19 de outubro para novos integrantes. As inscrições podem ser feitas pelo link https://acesse.one/KSOmX.

Os selecionados participarão de cinco meses de curso, com aulas sobre a arte do palhaço, sua atuação dentro do ambiente hospitalar e os fundamentos do trabalho como promotor de saúde.

“Não é preciso ter experiência. O essencial é ter um coração doador. É um trabalho voluntário. Você doa seu tempo, seu sentimento e sua presença. A técnica a gente ensina”, explica Ana.

O processo conta com três etapas: análise das inscrições, avaliação do perfil e das intenções dos candidatos e, por fim, o treinamento. Para mais informações entre em contato com o grupo pelo Instagram (@trupedorisobr).

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