sábado, 21 fev, 2026

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Toshi Omura relembra legado deixado por imigração japonesa em Biritiba

Toshi Omura relembra a contribuição dos imigrantes japoneses em Biritiba, com foco na agricultura e na preservação das tradições culturais
Felipe Alves

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Comemorado em 18 de junho, o Dia da Imigração Japonesa marca a chegada do navio Kasato Maru ao Porto de Santos, em 1908, dando início à contribuição dos imigrantes japoneses à sociedade brasileira. Mesmo um mês após a celebração da data, a importância do marco segue sendo lembrada por lideranças como o vice-prefeito de Biritiba Mirim, Toshi Omura (PSD), um dos principais representantes da cultura nipônica no Alto Tietê. Para ele, celebrar essa história é essencial para valorizar e reconhecer as influências deixadas pelos imigrantes no país.

Ao relembrar a história de sua família, Toshi conta que, ao contrário do que muitos pensam, os imigrantes viveram uma dura realidade ao chegarem ao país. Seu pai, por exemplo, que chegou ao Brasil no pós-guerra, trabalhou em situação análoga à escravidão em fazendas na região de Bragança Paulista.

“Eles vinham com a promessa de um país próspero, mas encontraram trabalho pesado e pouco retorno. Meu pai, por exemplo, foi para a produção de batata e era um trabalho de ‘semiescravidão’. Não tinha um salário. Era praticamente moradia, comida e dinheirinho para o cigarro. Então, ele e os companheiros fugiram da fazenda para o distrito de Nossa Senhora dos Remédios, em Salesópolis. Ali começou a vida dele mesmo.”

De acordo com o vice-prefeito de Biritiba, seu pai foi acolhido por uma família no distrito, onde morou e trabalhou na granja por muito tempo. Lá, conheceu a mãe de Toshi e, depois de se casarem, arrendou o seu primeiro sítio, onde começou a trabalhar sem maquinário, apenas com uma enxada e uma pá.

Anos depois, a dona do sítio, uma senhora alemã, decidiu não arrendar mais o local para ele. Então, após muito procurar, encontrou um sítio no bairro do Sogo, já em Biritiba, onde começou a trabalhar e cresceu pouco a pouco.

Assim, Biritiba Mirim foi um dos muitos municípios transformados por essa presença japonesa, principalmente na agricultura. Durante décadas, os descendentes nipônicos dominaram a produção rural da cidade, implementando um padrão de qualidade que ainda serve de referência para os dias atuais.

Entretanto, Toshi explica que esse protagonismo vem diminuindo: muitos jovens descendentes fizeram o caminho inverso dos seus avós, migrando para o Japão em busca de trabalho. Outros buscaram formação acadêmica e se afastaram da agricultura.

“O número de produtores rurais orientais está diminuindo. Na década de 70, 80, até 90, você via basicamente descendentes japoneses na produção rural de Biritiba. Hoje, eu creio que menos de 50% sejam descendentes de japoneses. Era difícil, um patrão brasileiro, eram poucos. Não chegava a 10%. Hoje eu vejo que é mais de 50%. Então, parece que os japoneses estão saindo um pouco dessa área da agricultura.”

Apesar disso, a influência japonesa continua viva na cidade, nos festivais culturais como o Sato Matsuri e o Aki Matsuri, ou nas associações que promovem os tradicionais yakisobas e sukiyakis, assim como os undokais, uma tradicional gincana nipônica. “O sukiyaki, por exemplo, é um prato típico, que é a base de verduras e carne. Todas as associações fazem uma vez por ano, e é um meio de manter essa tradição”, explicou Toshi.

Tradição essa que, segundo ele, precisa ser reconhecida e valorizada pela contribuição à formação da cultura brasileira, mesmo vindo do outro lado do mundo. “É por tudo isso que a data tem que ser celebrada. Tudo o que você vê hoje em toda a sociedade, tem um pouco da cultura japonesa. Você vê o DNA japonês no comércio, na medicina, nos hospitais, hoje os japoneses descendentes estão em todas as áreas.”

O prefeito do município, Carlos Alberto Taino Junior (PL), o Inho, também falou sobre a importância da data: “Os japoneses vieram pra Biritiba, desbravaram a cidade e produziram muito, pois descobriram terra fértil e muita água. Hoje, o município abastece boa parte do estado de São Paulo. Isso é fruto do trabalho deles. É por isso que hoje nós somos a capital do agrião. Então, eles ajudaram muito Biritiba Mirim a estar no patamar que está hoje.”

Comemorado em 18 de junho, o Dia da Imigração Japonesa marca a chegada do navio Kasato Maru ao Porto de Santos, em 1908, dando início à contribuição dos imigrantes japoneses à sociedade brasileira. Mesmo um mês após a celebração da data, a importância do marco segue sendo lembrada por lideranças como o vice-prefeito de Biritiba Mirim, Toshi Omura (PSD), um dos principais representantes da cultura nipônica no Alto Tietê. Para ele, celebrar essa história é essencial para valorizar e reconhecer as influências deixadas pelos imigrantes no país.

Ao relembrar a história de sua família, Toshi conta que, ao contrário do que muitos pensam, os imigrantes viveram uma dura realidade ao chegarem ao país. Seu pai, por exemplo, que chegou ao Brasil no pós-guerra, trabalhou em situação análoga à escravidão em fazendas na região de Bragança Paulista.

“Eles vinham com a promessa de um país próspero, mas encontraram trabalho pesado e pouco retorno. Meu pai, por exemplo, foi para a produção de batata e era um trabalho de ‘semiescravidão’. Não tinha um salário. Era praticamente moradia, comida e dinheirinho para o cigarro. Então, ele e os companheiros fugiram da fazenda para o distrito de Nossa Senhora dos Remédios, em Salesópolis. Ali começou a vida dele mesmo.”

De acordo com o vice-prefeito de Biritiba, seu pai foi acolhido por uma família no distrito, onde morou e trabalhou na granja por muito tempo. Lá, conheceu a mãe de Toshi e, depois de se casarem, arrendou o seu primeiro sítio, onde começou a trabalhar sem maquinário, apenas com uma enxada e uma pá.

Anos depois, a dona do sítio, uma senhora alemã, decidiu não arrendar mais o local para ele. Então, após muito procurar, encontrou um sítio no bairro do Sogo, já em Biritiba, onde começou a trabalhar e cresceu pouco a pouco.

Assim, Biritiba Mirim foi um dos muitos municípios transformados por essa presença japonesa, principalmente na agricultura. Durante décadas, os descendentes nipônicos dominaram a produção rural da cidade, implementando um padrão de qualidade que ainda serve de referência para os dias atuais.

Entretanto, Toshi explica que esse protagonismo vem diminuindo: muitos jovens descendentes fizeram o caminho inverso dos seus avós, migrando para o Japão em busca de trabalho. Outros buscaram formação acadêmica e se afastaram da agricultura.

“O número de produtores rurais orientais está diminuindo. Na década de 70, 80, até 90, você via basicamente descendentes japoneses na produção rural de Biritiba. Hoje, eu creio que menos de 50% sejam descendentes de japoneses. Era difícil, um patrão brasileiro, eram poucos. Não chegava a 10%. Hoje eu vejo que é mais de 50%. Então, parece que os japoneses estão saindo um pouco dessa área da agricultura.”

Apesar disso, a influência japonesa continua viva na cidade, nos festivais culturais como o Sato Matsuri e o Aki Matsuri, ou nas associações que promovem os tradicionais yakisobas e sukiyakis, assim como os undokais, uma tradicional gincana nipônica. “O sukiyaki, por exemplo, é um prato típico, que é a base de verduras e carne. Todas as associações fazem uma vez por ano, e é um meio de manter essa tradição”, explicou Toshi.

Tradição essa que, segundo ele, precisa ser reconhecida e valorizada pela contribuição à formação da cultura brasileira, mesmo vindo do outro lado do mundo. “É por tudo isso que a data tem que ser celebrada. Tudo o que você vê hoje em toda a sociedade, tem um pouco da cultura japonesa. Você vê o DNA japonês no comércio, na medicina, nos hospitais, hoje os japoneses descendentes estão em todas as áreas.”

O prefeito do município, Carlos Alberto Taino Junior (PL), o Inho, também falou sobre a importância da data: “Os japoneses vieram pra Biritiba, desbravaram a cidade e produziram muito, pois descobriram terra fértil e muita água. Hoje, o município abastece boa parte do estado de São Paulo. Isso é fruto do trabalho deles. É por isso que hoje nós somos a capital do agrião. Então, eles ajudaram muito Biritiba Mirim a estar no patamar que está hoje.”

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