sábado, 21 fev, 2026

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Suzano lidera em abertura de empresas e setor automotivo impulsiona a região

Entre as cidades que compõem o Alto Tietê, Suzano se destaca com o maior número de empresas geradas em um ano
Felipe Alves

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Estudo da Fundação Seade, com base em dados da Receita Federal, aponta que, de abril de 2024 a março de 2025, o Alto Tietê registrou a abertura de 57.785 empresas no acumulado dos últimos 12 meses. Com uma frota de mais de 934 mil veículos em circulação, segundo o IBGE de 2024, o setor de reparação de veículos automotores e motocicletas foi o que mais cresceu na região.

Entre as cidades que compõem o Alto Tietê, Suzano se destaca com o maior número de empresas geradas em um ano. Ao todo, foram 2.003 novas empresas, passando de 9.926 em março de 2024 para 11.929 em fevereiro de 2025, um aumento de 20,18%. Janeiro de 2025 foi o mês que mais registrou a abertura de novas empresas; talvez a motivação de início de ano justifique o crescimento expressivo.

Na cidade, o maior aumento foi no número de MEIs (Microempreendedores Individuais), totalizando 61.883, seguido por micro e pequenas empresas, com 34.362, e empresas, 35.292. A geração de empresas de reparação de veículos automotores e motocicletas também lidera no município.

Para o prefeito Pedro Ishi (PL), esse resultado é um reflexo das ações que são realizadas na cidade.“Nosso objetivo é manter esse avanço, que começou na administração anterior, e continuar sendo parceiros do setor produtivo. A instalação de novas empresas traz inúmeros benefícios, como a geração de empregos, o aumento da renda e a elevação da arrecadação municipal, o que nos permite investir ainda mais em outras áreas estratégicas.”

Segundo ele, os números tendem a melhorar após a conclusão do Complexo Viário do Alto Tietê, que garantirá novas alças no Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas (SP-21). “Suzano se tornará a ‘esquina do Estado de São Paulo’, fator que deverá atrair ainda mais investimentos. Ou seja, estamos preparando Suzano para um futuro ainda mais promissor.”

Biritiba Mirim e Itaquaquecetuba completam o pódio em segundo e terceiro lugar, respectivamente, com aumentos de 18,12% e 16,68% em um ano.

Em último lugar está Salesópolis. No entanto, vale destacar que, por abrigar a nascente do Rio Tietê, a cidade está em uma região serrana, sendo que 98% de seu território está inserido na Lei de Proteção dos Mananciais. Essa legislação, que disciplina o uso do solo para proteção das nascentes, cursos e reservatórios de água e demais recursos hídricos de interesse da Região Metropolitana da Grande São Paulo, impede seu desenvolvimento industrial. Uma das proibições da lei é a instalação de indústrias poluentes na área de proteção, o que impacta também na abertura de novas empresas e no desenvolvimento do município.

Assim, entre as cidades da região com potencial para a geração de empresas, Santa Isabel é a que menos demonstrou avanços. Em março de 2024 o município estava com 1.501 e, em fevereiro de 2025, 1.556. Ou seja, apenas 55 empresas foram abertas em um ano, um aumento de apenas 3,66%.

A GAZETA questionou a Prefeitura de Santa Isabel se aumentar o número de empresas não é um objetivo da gestão do prefeito Carlos Chinchilla (PODE), mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

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