sábado, 06 jun, 2026

Leitura: Segundo reajuste em 2026 afeta linhas do Alto Tietê e gera reclamações sobre falta de transparência

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Segundo reajuste em 2026 afeta linhas do Alto Tietê e gera reclamações sobre falta de transparência

Usuários de linhas entre Guararema, Santa Isabel e Mogi reclamam de novo aumento e cobram transparência sobre critérios adotados
Eduarda Martins

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Os passageiros das linhas intermunicipais 526 (Guararema – Chácara Guanabara) e 411 (Santa Isabel – Mogi das Cruzes) foram surpreendidos com um novo reajuste nas tarifas de ônibus em 2026. Após o aumento anual aplicado no início do ano, as passagens voltaram a subir nos últimos dias, elevando os custos para quem depende diariamente do transporte público.

Na linha 526, a tarifa passou de R$ 6,65 para R$ 6,80. Já na linha 411, o valor aumentou de R$ 9,10 para R$ 9,25. Embora o reajuste seja de R$ 0,15 em cada trajeto, passageiros afirmam que o impacto pesa no orçamento mensal e criticam a falta de explicações sobre a nova correção.

A reportagem procurou a ARTESP para esclarecer quando o aumento entrou em vigor, quais linhas foram afetadas, os critérios utilizados para o reajuste e se a medida estaria relacionada aos custos dos pedágios. Em resposta, o órgão informou apenas que os valores foram atualizados com base em avaliações técnicas e operacionais previstas em contrato, sem detalhar os motivos da nova alteração tarifária.

A ausência de informações gerou insatisfação entre os usuários.

A costureira Janeide Rodrigues, que utiliza diariamente a linha 526, afirma que o reajuste não foi acompanhado por melhorias no serviço.

“Se fosse um reajuste para melhorar os ônibus, tudo bem. Mas não tem ar-condicionado, os veículos quebram, às vezes o cartão nem passa na catraca. Foram dois aumentos em menos de um ano e isso não faz sentido”, criticou.

A administradora Mayara Stefanny também reclamou da falta de comunicação prévia aos passageiros.

“Eu só descobri pelo aviso dentro do ônibus. Ninguém informou nada. Parece pouco, mas no fim do mês pesa no orçamento de quem depende do transporte todos os dias”, afirmou.

Já a funcionária pública Rosemeire Cardoso relatou ter sido surpreendida no momento do pagamento da passagem.

“Eu fiquei sabendo quando fui passar o cartão. A gente já sofre com poucos horários disponíveis e agora ainda precisa lidar com mais aumento”, lamentou.

Sem esclarecimentos objetivos da ARTESP, permanecem dúvidas sobre os critérios que justificaram o segundo reajuste em menos de seis meses. A situação reacende o debate sobre transparência tarifária e qualidade do transporte intermunicipal oferecido aos moradores da região

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