domingo, 22 fev, 2026

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Romeiros seguem a pé até Aparecida em jornada de devoção e esperança

Felipe Alves

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Com mochilas nas costas, terços nas mãos e o coração repleto de fé, dezenas de pessoas deram início a uma das jornadas mais simbólicas da religiosidade popular brasileira: a romaria até o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Entre eles estão as mogianas Sueli Lemos, de 52 anos, e Maria Aparecida Lemos, de 55, duas mulheres que encontraram na caminhada não apenas um ato de devoção, mas também uma forma de gratidão e esperança.

Para Sueli, esta é a segunda vez participando da romaria. O motivo que a move tem nome e história: seu neto Leonardo, que sobreviveu a uma parada respiratória durante uma cirurgia. “Ele ficou dois minutos e meio sem respirar e voltou, graças a Deus, bem, saudável. Esse foi meu primeiro milagre”.

Este ano, Sueli carrega novos pedidos e intenções. “Estou indo por outros propósitos também, pelas crianças. Pela minha neta, pela minha sobrinha-neta, pela Eloísa, pelo Joaquim, pela Mariana, pelo Luca e por muitas outras crianças que coloco em oração”.

A caminhada, que se estende por dias e centenas de quilômetros, exige preparo físico e emocional. Porém, para os romeiros, o principal combustível é a fé. “A gente encontra muita gente de várias religiões, pessoas de bom coração. Isso une todo mundo e dá uma força total para a gente”.

Já Maria Aparecida, que participa da peregrinação há seis anos, fala com propriedade sobre os desafios da estrada. “São vários obstáculos, mas é a fé que mantém a gente de pé. Cada pedra no caminho é uma luta para conseguir chegar até lá, e a gente vai com o coração cheio de esperança”.

O grupo mogiano do qual elas fazem parte é formado por cerca de cem pessoas, que seguem juntas em direção à Aparecida. Eles saíram de Mogi das Cruzes na terça-feira (07), com a previsão de chegada no sábado (11). Após dias de caminhada, o momento mais esperado é a missa no Santuário, quando muitos retribuem promessas, agradecem bênçãos e renovam seus votos de fé.

 

TRAGÉDIAS – Neste processo, há aqueles que não conseguem chegar até lá. Na terça-feira (7), um romeiro de 60 anos morreu após passar mal no Rodoanel Mário Covas, em Ribeirão Pires. Segundo informações iniciais, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória enquanto seguia pela via, no quilômetro 98, sentido Rodovia Presidente Dutra.

No mesmo dia, outro romeiro ficou ferido após ser atingido por um pneu que se soltou de um veículo na Rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos. Câmeras registraram o momento em que o objeto atravessou a pista e atingiu o peregrino, que caminhava pelo acostamento. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, ele teve ferimentos moderados e foi socorrido ao pronto-socorro local, onde recebeu atendimento e passa bem.

 

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