O PL ganhou um reforço de peso que promete impulsionar a legenda no pleito eleitoral de 2026. A delegada de Polícia Regina Campanelli, responsável pela Delegacia de Área de Santa Isabel e pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Arujá desde 2023, filiou-se ao partido e já desponta como uma das principais apostas da sigla para disputar as eleições proporcionais do próximo ano — fortalecendo a presença feminina no cenário político.
A filiação foi anunciada no sábado (29), durante o encerramento do Ciclo de Palestras 2025 do PL Mulher de Mogi das Cruzes, realizado na Câmara Municipal. O evento foi conduzido por Dana Vidal Costa, presidente do PL Mulher no município e esposa de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, que abonou a ficha de filiação de Regina ao lado da deputada federal Rosana Valle, presidente estadual do PL Mulher, e de José Tadeu Candelária, presidente do diretório paulista.
Regina deixou o encontro já com sinalização positiva da cúpula partidária para ampliar sua atuação pública e consolidar sua pré-candidatura em 2026. A legenda estuda lançá-la como candidata a deputada, ainda sem definição se para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) ou para a Câmara dos Deputados.
Delegada da Mulher em Arujá, Regina atua no enfrentamento a múltiplas formas de violência e destacou que sua decisão de ingressar no PL considerou a prioridade que o partido atribui à Segurança Pública e o compromisso com a valorização das mulheres na política.
“Estou há 23 anos na linha de frente, combatendo o crime e a injustiça contra as mulheres. Já passei por outros cargos e atribuições nestas mais de duas décadas de Polícia Civil e vejo que está na hora de fazer um pouco mais, contribuindo não apenas como servidora pública, mas também na Política. Tenho como bandeira a Segurança Pública, por óbvio, mas vejo no PL ampla oportunidade de discutir outros temas caros para mim, como liberdade e combate à corrupção”, afirmou.
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Experiência e trajetória
Regina ingressou na Polícia Civil aos 18 anos como investigadora e, em 2012, assumiu o cargo de delegada. Atuou na Zona Leste da capital, onde enfrentou rebeliões carcerárias e conduziu investigações de grande repercussão, como o latrocínio do estudante Victor Hugo Deppman e o feminicídio de Mariana Marcondes.
Também integrou a equipe do Aeroporto Internacional de Guarulhos, no combate ao tráfico internacional de drogas.
É formada em Direito pela Universidade Cidade de São Paulo, pós-graduada em Direito Processual Civil Público e especialista em Direito Penal, Processo Penal, Escuta Especializada de Crianças e Adolescentes e Atendimento a Mulheres Vítimas de Violência Doméstica.
Fundadora do movimento Elas por Elas, é autora do livro jurídico “Elas no Direito”.






