sábado, 13 jun, 2026

- PUBLICIDADE -

Pró-Criança de Mogi: saiba quando ir à emergência e quando a UBS resolve

Unidade registra aumento na demanda por doenças respiratórias
Eduarda Martins

Receba as novidades direto no seu smartphone!

Entre no nosso grupo do Whatsapp e fique sempre atualizado.

O frio chegou e, com ele, a fila no Pró-Criança de Mogi das Cruzes voltou a crescer. A unidade enfrenta todos os anos o mesmo desafio sazonal: o aumento de casos respiratórios entre crianças. A GAZETA foi até o local e conversou com o vice-prefeito, Téo Cusatis (PL), e com a médica e coordenadora geral da unidade, Dra. Juliana Govoni, para orientar as famílias sobre como usar melhor a rede de saúde.

Entre no nosso canal do WhatsApp – clique aqui 

Segundo Dra. Juliana, alguns sinais exigem ida imediata ao pronto-socorro: febre alta que não cede com dipirona ou paracetamol e qualquer sinal de desconforto respiratório. “Crianças que respiram com a barriguinha ou afundam na região do pescoço para respirar precisam vir ao pronto-socorro imediatamente, orientou. Já casos sem gravidade, tosse há mais de sete dias sem febre ou doenças crônicas, devem ser tratados na UBS. “Você entra com uma doença leve e pode sair com outra. O pronto-socorro deve ser reservado para quem realmente precisa,” reforçou Téo Cusatis.

A unidade atende além dos moradores de Mogi, recebendo pacientes de toda a região. Eliane Cristina veio de Ferraz de Vasconcelos após não encontrar vaga em sua cidade: Lá estava super lotado. Cheguei às 14h40 e fui atendida às 15h10. Para mim, aqui está sendo excelente.” Viviane Alves também elogiou: “O médico foi muito atencioso com a minha filha e as enfermeiras também. Foi muito bom.”

Por trás da alta demanda, há uma crise mais profunda na região: a falta de leitos de UTI pediátrica. Com o fechamento dos leitos de hospitais privados, restam apenas nove leitos públicos de UTI infantil para toda a região. Já foi aprovado por todos os secretários de saúde da região um pedido de mais 10 leitos ao Governo do Estado. Isso nos faz muita falta,” afirmou Téo.

Outro dado preocupante: metade das crianças atendidas com quadros respiratórios não estava vacinada contra a gripe. A cobertura em Mogi é de apenas 60%, bem abaixo da meta de 90%. A partir desta semana, o Pró-Criança passa a realizar o teste rápido para influenza em casos graves, permitindo o uso imediato do Tamiflu, antiviral eficaz apenas nas primeiras 48 horas. “A vacina da gripe é totalmente segura e pode evitar formas graves da doença. As pessoas precisam se vacinar,” concluiu o vice-prefeito. A vacina está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde de Mogi.

A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é clara: casos leves devem ser encaminhados às UBSs, enquanto situações com febre persistente, desconforto respiratório ou sinais de agravamento devem ser levadas ao Pró-Criança. Assim, a rede consegue atender com mais agilidade quem realmente precisa de atendimento de urgência.

 

Compartilhar este artigo
Deixar uma avaliação

Deixar uma avaliação

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

- PUBLICIDADE -