Após o desdobramento das últimas semanas sobre o fechamento/transferência do pronto-socorro da Santa Casa de Mogi das Cruzes, a Mesa Diretiva da Entidade Filantrópica, os vereadores e o prefeito Caio Cunha (PODE), além do secretário de Saúde, William Harada, se reuniram nesta semana, na sede da prefeitura, para debater sobre o problema e chegar a uma decisão final.
Durante a reunião aberta à imprensa, a Santa Casa expôs o mesmo motivo, já citado anteriormente em entrevista exclusiva à GAZETA, que seria a superlotação do PS, o que segundo os diretores têm tornado o atendimento inviável.
“A superlotação é um problema que nós comunicamos sempre à Secretaria para nos ajudar e apoiar na remoção desses pacientes. Essa é uma decisão que a Santa Casa tomou baseada em questões técnicas”, explicou Flávio Mattos, que faz parte do Conselho Fiscal do hospital.
Em contrapartida, a Secretaria de Saúde rebateu os argumentos alegando não ter tempo hábil para resolver um problema desta proporção e impacto na cidade.
“Nem tudo na gestão pública dá pra ser rápido, pois lidamos com vidas e com prazos. Em maio, quando estávamos preparando o orçamento e a LOA, nós questionamos se vocês [Santa Casa] iriam renovar o contrato e foi informado que sim. Logo após, em junho, vocês mudaram de ideia, e nos pegaram desprevenidos, pois precisamos de no mínimo dois anos para construir e estruturar um PS”, declarou.
TENSÃO – O clima da conversa, que até então estava amigável entre ambas as partes, foi inflamado após o início de uma breve discussão entre os envolvidos, a respeito de quem seria, de fato, o responsável por manter o pronto-socorro aberto.
A secretaria de Saúde alega que a Santa Casa implantou o PS há 50 anos e desde então tem prestado esse serviço. “A prefeitura não tem obrigação jurídica em construir um novo PS, mas precisamos pensar em primeiro lugar, na população e tomar uma decisão”, explicou Harada.
SEM DECISÃO – A reunião, que teve mais de uma hora de duração, terminou sem consenso a respeito de uma decisão final para o futuro do pronto-socorro. O prefeito garantiu que irá expor a situação para o Governo de São Paulo na próxima semana, para dar um fim, definitivamente, neste impasse.
“Nosso interesse coletivo é não prejudicar a saúde do município. Tudo o que for possível para que os mogianos tenham o devido atendimento na saúde será feito”, explicou.



