Paradas obrigatórias para o tráfego de composições ferroviárias incomodam mogianos
Por Aristides Barros / Fotos: Bruno Arib
Os túneis construídos na Praça Sacadura Cabral, no Centro de Mogi das Cruzes, aliviaram a tensão do trânsito naquele trecho melhorando o tráfego a motoristas que buscam o outro extremo da cidade, ou mesmo sair dela acessando a rodovia Mogi-Dutra (atualmente envolvida na polêmica do pedágio), sem ter que enfrentar as filas ocasionadas pela passagem de nível.
Porém, a obra feita na gestão do ex-prefeito e atual deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) tirou o peso do ombro dos motoristas deixando o fardo aos pedestres que ficam “engasgados” na passagem de nível, sendo obrigados a permanecer parados até que os trens passem nos dois sentidos das estações ferroviárias, Mogi-Estudantes e vice-versa.
Uma passarela metálica que escoava o trânsito de pedestres foi desativada, e sem o acesso o jeito é esperar.
“Tinha de construir outra passarela. Incomoda bastante a gente ter de ficar igual estátua, parada no meio do caminho até esses trens passarem”, diz a dona de casa Ana Aparecida, 70 anos, que mora em Mogi desde que nasceu. “Seria uma boa voltar a ter a passarela”, diz se referindo ao acesso antigo.
Vida interrompida
A cerca de uns 100 metros do ponto de suplício dos pedestres são os motoristas que reclamam da passagem de nível existente no cruzamento da Rua Presidente Campos Salles com a Avenida Governador Adhemar de Barros. Nos horários de pico, a passagem de trens complica todo o trânsito naquela região.
“Eu vejo a necessidade da construção de um túnel ou um viaduto. Tem dia que isso aqui vira um inferno e o risco de acidentes é alto”, afirma o motoboy Geremias Alves Serqueira, 40. “Mogi não é mais aquela cidade típica do interior, aumentou demais e progrediu bastante. O trânsito é intenso e a gente não sabe como os engenheiros não percebem a realidade do município, parece que eles pararam no tempo. É lógico, nítido e muito óbvio que aqui seria necessário um túnel ou um viaduto para melhorar o trânsito”, afirma.
Responsabilidade
Bertaiolli, após a conclusão dos acessos viários, entregou a obra afirmando ter feito a sua parte enquanto https://portalgazetaregional.com.br/wp-content/uploads/2023/06/ed440.pngistrador do município consciente de que a cidade precisava de melhor mobilidade, e por isso fez o trabalho. A outra parte, que cabia à CPTM, ainda aguarda uma solução.









