domingo, 14 jun, 2026

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O celular e a sensação de segurança

Da Redação

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Os roubos e furtos de celulares estão entre os crimes que mais impactam a percepção de segurança da população. Diferentemente de outras ocorrências, atingem um objeto presente na rotina de todos e costumam acontecer durante atividades comuns, como caminhar pelas ruas, esperar o transporte público ou fazer compras.

Por isso, os números levantados pela GAZETA sobre esse tipo de crime no Alto Tietê ajudam a compreender não apenas o comportamento da criminalidade, mas também a relação dos moradores com os espaços urbanos. Quando alguém evita usar o celular em uma calçada ou ponto de ônibus por medo de ser vítima de um assalto, a consequência vai além da perda material. É a liberdade de circular pela cidade que acaba afetada.

O celular tornou-se uma extensão da nossa vida. Nele estão documentos, aplicativos bancários, contatos e informações pessoais. Sua subtração gera transtornos que ultrapassam o valor do aparelho, trazendo preocupações com golpes e invasões de contas.

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Os dados da região mostram um cenário mais favorável do que o registrado há alguns anos, com queda nos roubos de celulares em comparação com 2022. O resultado merece reconhecimento, mas está longe de significar que o problema foi superado.

Mais de 90% dos roubos ocorreram em vias públicas, justamente nos espaços que deveriam ser ocupados com tranquilidade pela população. Segurança pública não se mede apenas pela redução das estatísticas, mas também pela confiança que as pessoas têm para viver a cidade sem medo. E os números dos celulares continuam sendo um importante termômetro dessa realidade.

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