quarta-feira, 14 out, 2026

Mau estado de conservação está entre as principais causas de multas pagas no Alto Tietê

Levantamento com dados do Detran-SP aponta 375 registros em 11 cidades da região em agosto; falta de licenciamento lidera ocorrências, com 913 casos
Da Redação

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Manter o carro em boas condições vai além de evitar gastos inesperados com manutenção. Um levantamento realizado a partir de dados do Detran-SP mostra que o mau estado de conservação dos veículos está entre os principais motivos de multas pagas em 11 municípios do Alto Tietê e região, em agosto de 2026. Foram 375 registros relacionados às condições dos automóveis, o terceiro maior volume identificado no período, atrás apenas da falta do devido licenciamento, com 913 ocorrências, e da ausência do cinto de segurança pelo condutor, com 620.

Ao todo, a base reúne 6.126 multas pagas em Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano. Além do mau estado de conservação, outras ocorrências relacionadas às condições e à regularidade dos veículos chamam atenção: foram 144 registros por ausência de equipamento obrigatório e 106 relacionados a placas sem condições de legibilidade e visibilidade.

Entre as cidades analisadas, Guarulhos concentra o maior número de registros relacionados ao mau estado de conservação, com 259 ocorrências, seguida por Mogi, com 31, Itaquá, com 22, Suzano, com 17, e Poá, com 15. Os números são absolutos e não representam, necessariamente, maior incidência proporcional de irregularidades nessas cidades.

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Os dados colocam em evidência uma parte da rotina do motorista que nem sempre recebe a mesma atenção das regras de circulação. Pneus, iluminação, equipamentos obrigatórios, placas e o estado geral do automóvel também precisam ser observados para que o veículo circule de forma regular e segura.

A idade, por si só, não determina as condições de um automóvel, mas reforça a importância de acompanhar o histórico de manutenção e realizar verificações periódicas. Um veículo mais antigo bem cuidado pode estar em melhores condições do que um modelo mais recente que não recebeu a manutenção adequada.

“Mais importante do que olhar somente para o ano do carro é conhecer sua procedência e avaliar suas condições. Pneus, freios, iluminação, documentação e histórico de manutenção precisam fazer parte dessa análise. Isso vale tanto para quem pretende continuar com o veículo que já possui quanto para quem está pensando em trocar de carro por um seminovo”, afirma Leonardo Furtado, porta-voz do Auto Shopping Internacional.

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