sábado, 21 fev, 2026

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Motoclube une paixão por motos com missão de fé e servir em Mogi

Conheça o AMM (Adventist Motorcycle Ministry) de Mogi, motoclube que alia o amor pelo motociclismo à missão de servir e levar esperança
Amarildo Augusto

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No dia 27 de julho, o Brasil celebra o Dia do Motociclista. Para marcar a data, a GAZETA destaca um grupo que vai além da paixão pelas duas rodas: o AMM Brasil – Regional Mogi das Cruzes. Composto por cerca de 18 integrantes, o motoclube alia o amor pelo motociclismo à missão de servir e levar esperança — especialmente aos próprios motociclistas.

Segundo o diretor regional, Ismael Luiz Wallauer, o propósito do grupo é simples e profundo: “A gente não é só motociclista. A gente serve outros motociclistas. Visitamos hospitais, levamos alimento, participamos dos eventos deles, sempre com uma palavra, um abraço ou uma oração.”

Desde 2017, o AMM distribui livros com mensagens de fé e saúde emocional em eventos motociclísticos. Além disso, monta a chamada “Tenda de Oração”, um espaço simbólico onde os participantes podem compartilhar pedidos e agradecimentos. Ao final, os bilhetes são queimados em um ato coletivo de entrega a Deus.

A proposta cristã do grupo vem da ligação com a Igreja Adventista do Sétimo Dia. No entanto, o AMM é inclusivo e já contou com participantes de várias religiões — até mesmo ateus. “Todos são bem-vindos, desde que estejam dispostos a servir. O nosso diferencial é que seguimos os princípios da Bíblia e servimos prioritariamente nossos irmãos motociclistas”, explica Wallauer.

O motoclube realiza ações sociais frequentes. Já reformou casas, promoveu motociata contra a violência infantil e atende a pedidos de ajuda de dentro e fora do meio motociclístico. “Se alguém precisa de fralda, alimento, roupa, a gente junta forças e entrega. É o evangelho na prática”, reforça o diretor.

A força dessa atuação aparece em histórias como a de Janete Zeiroldt, integrante do 15ª Legião, outro motoclube. Diagnosticada com aneurisma abdominal, ela procurou a Tenda de Oração do AMM em um evento e pediu intercessão. “Eu só chorava. A Luciana orou por mim”, lembra.

Dois meses depois, o médico trouxe uma notícia surpreendente: o quadro havia regredido. “Ele disse que não precisava mais operar. Foi um milagre”, conta. Desde então, Janete acompanha o grupo sempre que pode. “Não sou evangélica, mas reconheço: eles foram usados por Deus. Eles cuidam.”

Outro exemplo de transformação é o da Irani Chuery, que esperou 30 anos para voltar ao motociclismo e encontrou no AMM um propósito. “Quando me aposentei, comprei uma PCX. Conheci o grupo e falei: vou aproveitar o que gosto com uma missão. Hoje ando com uma XL 150 vermelhinha”, lembra.

Ela destaca que os eventos reúnem pessoas ouvindo rock, bebendo, se divertindo — mas sempre há espaço para a fé. “Eles mesmos fazem questão de nos dar um lugar. Muitos pedem oração, recebem um livro, uma palavra. Deus coloca no nosso caminho quem está precisando.”

Para fazer parte do AMM, o interessado passa por um processo gradual, que vai do “encamisamento” — recebimento do colete — ao “escudamento completo”, com direito a todos os brasões. Mais que ter uma moto, é preciso entender o compromisso com a irmandade e o serviço. “Não queremos alguém que finja ser motociclista. Queremos quem viva o que a gente vive.”

Sobre o motociclismo e os motoclubes, Ismael Wallauer acredita que esse mundo tem muito a ensinar. “Se a igreja tivesse um terço do senso de irmandade que vejo nos motoclubes, Jesus já teria voltado. Se um está mal, todos estão. É lealdade verdadeira.”

Para ele, a paixão pela moto vai além do ronco do motor. “É liberdade, é conexão, é enfrentar perrengue e fazer amizade. Mas mais do que isso, é ferramenta. Deus usou o motoclube pra me resgatar. Hoje eu vivo pra resgatar outros.”

Outros grupos reforçam espírito de irmandade sobre duas rodas

O motociclismo vai além da velocidade e do ronco do motor. Em Mogi das Cruzes, outros grupos também combinam a paixão pelas motos com ações solidárias. É o caso do 15ª Legião e do Los Mitos Motogrupo, que se dedicam a projetos sociais e mantêm a chama do companheirismo acesa.

Com sede em Mogi, o 15ª Legião surgiu há três anos, fundado por motociclistas que desejavam manter o foco em ajudar o próximo. “A gente era de outro clube, mas decidimos seguir um caminho voltado 100% ao social”, explica o presidente Afonso Anderson Franco Junior. Hoje, com 32 membros e subsedes em formação na Praia Grande e Poá, o grupo realiza arrecadações de alimentos, roupas, cadeiras de rodas e até ração para animais. “Saímos de Mogi e levamos ajuda onde for preciso.”

Com a mesma filosofia, o Los Mitos Motogrupo, presidido por Rita Cristina, também nasceu da vontade de servir. Com três anos de existência e oito membros, o grupo realiza ações fixas no Dia das Crianças e no Natal, além de apoiar campanhas de outros clubes. “O motogrupo é mais leve, com menos regras. Mas o propósito é o mesmo: fazer o bem”, afirma Rita.

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3 Avaliações
  • Luciana Wallauer says:

    Ótima reportagem. Gratidão por divulgar o dia do motociclista, nossa missão de servir ao próximo e os princípios de valores que embasam o motoclubismo.

    Responder
  • REGIANE APARECIDA DE FREITAS says:

    Bonita reportagem,pena que nem todos são voltados ao próximo,eu senti isso na pele,tem muita gente ruim nos moto club

    Responder

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