A Polícia Federal indiciou, nesta quarta-feira (12), o Ministro das Comunicações, Juscelino Filho, por suspeita de corrupção envolvendo a Condevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), estatal federal responsável por obras que “diminuam as desigualdades regionais”.
Em novembro de 2023, o jornal Folha de São Paulo publicou uma série de conversas entre Juscelino o empresário Eduardo José Barros Costa, conhecido como Eduardo DP, um dos donos da construtora Construservice. Há suspeitas de existir entre eles um esquema de desvio de emendas parlamentares destinadas para obras no Maranhão entre os anos de 2017 e 2020, quando o ministro era Deputado Federal.
As acusações contra Juscelino são de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, falsidade ideológica e fraude a licitação. O relatório final do caso foi enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde o inquérito será relatado pelo ministro Flávio Dino.
Até o momento da publicação desta matéria, Juscelino Filho segue no cargo de primeiro escalão do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não se posicionou.
Em nota, Juscelino disse que “trata-se de um inquérito que devassou a minha vida e dos meus familiares, sem encontrar nada. A investigação revira fatos antigos e que sequer são de minha responsabilidade enquanto parlamentar.”
“A investigação, que deveria ser um instrumento para descobrir a verdade, parece ter se desviado de seu propósito original. Em vez disso, concentrou-se em criar uma narrativa de culpabilidade perante a opinião pública, com vazamentos seletivos, sem considerar os fatos objetivos”, continuou.


