Nas últimas semanas, duas empresas especializadas em filtros de água têm aplicado golpes em Mogi das Cruzes. Os vendedores passam de casa em casa oferecendo o produto e também o serviço de manutenção e durante a venda ocultam as informações reais do contrato e cobram um valor exorbitante pelo filtro.
A prática consiste em vender o filtro e para o pagamento contratar um empréstimo consignado no nome do consumidor. Tudo isso sendo feito por um celular pessoal do golpista ou no próprio aparelho da vítima. Durante a venda, o criminoso solicita os dados pessoais e bancários da pessoa, realiza a contratação e efetiva a transferência da quantia no mesmo momento. Normalmente as vítimas têm sido pessoas idosas, que são leigas e acabam caindo na história.
Em entrevista ao programa “Mogi Quer Saber” da Gazeta, da última terça-feira (25), a coordenadora do Procon de Mogi das Cruzes, Fabiana Bava, comentou sobre um caso que aconteceu recentemente na cidade. “Uma empresa foi até a casa de uma idosa para comercializar um filtro de água e um colchão, e quando saíram de lá haviam feito um empréstimo consignado no valor de R$ 40 mil reais no nome da vítima. Isso é estelionato, é uma conduta criminosa”, explicou Fabiana.
A coordenadora, ainda sugere para os moradores que se interessarem pelos itens procurar a loja física e não comprar na porta de casa.
“Esse tipo de conduta tem que ser denunciada, eu peço ajuda a todos que souberem de casos assim para denunciar e divulgar para que menos pessoas passem por isso”, alertou Bava.


