quinta-feira, 5 mar, 2026

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Há mais de 1 ano mãe de Mogi clama por justiça e pelo direito de ver a filha

Mesmo com perícia negando acusação de abuso sexual, Ana Luíza segue afastada de sua família, sem direito se quer a visitas
Guilherme Alferes

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Cerca de cinco meses atrás, em maio deste ano, a GAZETA noticiou o caso de uma família mogiana que há meses sofria com a dor da saudade de Ana Luíza, criança que foi retirada de sua casa com apenas um ano e oito meses de idade após uma suspeita de abuso sexual e um processo incongruente. Passados esses meses, muita coisa mudou, mas os pedidos por esclarecimentos e, sobretudo, justiça seguem.

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O dia em que o mundo virou de ponta-cabeça na vida de Verônica Pedro de Lima, mãe de Ana Luíza, foi 12 de setembro de 2022, quando ela levou a criança à UPA do Jardim Rodeio para tratar de incômodos e vermelhidão que ela estava apresentando em suas partes íntimas. Chegando lá, os profissionais tiveram a suspeita e deram início ao protocolo indicado de acionar a polícia e o Conselho Tutelar.

De acordo com a advogada Andrea de Jesus do Nascimento, o procedimento correto em casos como este, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, contempla também o afastamento temporário da possível vítima de seus possíveis agressores, desde que haja provas documentais e periciais atestando o crime. No caso de Ana Luíza, no entanto, elas atestam o contrário.

A GAZETA teve acesso ao laudo pericial, proferido pelo Instituto Médico Legal logo após o início das investigações, que corrobora com a tese de Verônica ao dizer: “Não há evidências que comprovem conjunção carnal ou outro ato libidinoso”. Mesmo assim Ana Luíza segue afastada de sua mãe, que não pôde sequer visita-la nestes 12 meses.

As únicas alegações que sustentam, portanto, o afastamento são de que Verônica costumava deixar a filha aos cuidados de terceiros com frequência; ela e testemunhas do convívio próximo da família negam. Verônica é natural do Rio Grande do Norte e havia mudado recentemente para São Paulo. Sem trabalhar e sem ao menos conhecer o novo lar direito, nega que já tenha deixado a criança com quem quer que seja.

Além da distância da pequena, a mãe e seu marido, Eudes da Silva, padrasto da criança, têm enfrentado uma série de consequências da acusação, mesmo ela sendo negada por perícia, como ser obrigados a mudar duas vezes de casa por receio dos locatários. “Por conta de tudo isso nós estamos prejudicados, por conta das mentiras deles”, desabafa.

Na época em que Ana Luíza foi levada, Verônica estava grávida, ou seja, ela também não pôde conhecer o irmão.

A GAZETA tentou contato com a instituição Família Acolhedora, responsável temporária por Ana Luíza, e com o Conselho Tutelar, mas até o momento desta publicação não recebeu nenhum retorno.

O caso corre em segredo de justiça, o que dificulta haver respostas. Restam, portanto, dúvidas e um pedido de Verônica: “Quero que todo mundo veja que está tudo errado. Eu quero justiça.”

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