Ferraz de Vasconcelos, a cidade da uva Itália e do castelo no alto do morro, comemora nesta quarta-feira (14) 73 anos de emancipação. Desde então, a cidade cresceu, ganhou novas formas e tradições. Em comemoração ao aniversário, a GAZETA realizou um levantamento que mostra a evolução da cidade em diversos setores desde 2010.
Antes de ir aos números da terra que já foi das Marias Eduardas e dos Arthurs em 2015 e agora é dos Ravis e Helenas, vamos falar um pouco da história desse lugar, que tem como um de seus principais espaços a Vivenda Zenker, o Castelinho. Erguido em 1948 pelo jornalista austríaco Arthur Zenker, o local foi tombado em 2000 e reaberto em 2024 como centro cultural, guardando a memória de uma cidade que nasceu da fruta e da ferrovia. A fertilidade da terra atraiu os primeiros fruticultores no início do século XX e a Companhia Romanópolis – que planejou a vila à beira dos trilhos – construiu por conta própria a estação inaugurada em 1926. Distrito de Poá desde 1948, Ferraz se emancipou em 1953 e, em quinze anos, mudou quase tudo à sua volta.
Ferraz cresceu. Eram 168 mil ferrazenses em 2010; hoje, segundo a estimativa do IBGE, são 187 mil – quase 19 mil pessoas a mais nos mesmos 29,58 km², uma das cidades mais densas do país: de 5,7 mil para 6,3 mil habitantes por quilômetro quadrado.
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Na segurança, a história tem dois lados. Os homicídios dolosos caíram de 26 para sete, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), e os roubos, que chegaram a 1.784 em 2022, recuaram pela metade, para 851, em 2025.
Na economia, o Produto Interno Bruto (PIB) mais que dobrou: de R$ 2,1 bilhões para R$ 5,5 bilhões, um crescimento que também reflete a inflação do período. As unidades locais, entre empresas e estabelecimentos, passaram de 2,2 mil para 2,5 mil. Desde 2020, o estoque de empregos formais cresceu quase 20%, de 17,5 mil para 21 mil vagas.
Nas salas de aula, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da rede municipal nos anos iniciais saiu de 5,0 para 6,5, o melhor resultado de toda a série. Nos anos finais, a rede pública subiu de 3,9 para 5,0.
Na saúde, a mortalidade infantil fechou 2025 em 12,28 óbitos a cada mil nascidos vivos.
Também nas contas públicas, houve virada. Em 2019, a cidade tinha conceito D e chegou à nota B no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal do Tesouro Nacional, patamar que mantém desde 2022, com Priscila Gambale (PODE) como prefeita de Ferraz.
E, se os nomes mudaram, os afetos, não: em 2026, até 7 de outubro, Ferraz já registrou 1.514 nascimentos e 576 casamentos, esse número é sinal de que, aos 73 anos, a cidade segue tendo motivo pra comemorar.