sábado, 21 fev, 2026

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Febre Maculosa faz mais uma vítima em Campinas; saiba como se prevenir

Dessa vez, uma adolescente de 16 anos morreu com suspeita da doença
Da Redação

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Na noite desta terça-feira (13), uma adolescente de 16 anos morreu com suspeita de febre Maculosa em Campinas, São Paulo. Erissa Nicole Santana, começou a sentir os sintomas característicos da doença após visitar a Fazenda Santa Margarida com o pai.

No local acontecia a 22ª edição da “Feijoada do Rosa”, que deixou mais três pessoas infectadas, que também vieram a óbito esta semana. As vítimas são: Evelyn Santos, de 28 anos, professora em faculdade de odontologia; a dentista Mariana Giordano, de 36 anos, e o namorado dela, o empresário piloto de Fórmula C300 Douglas Costa, de 42 anos.

O Brasil já registrou 49 casos da doença em 2023, e seis evoluíram para óbito. A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato, causada por bactéria do gênero Rickettsia. A doença não é passada diretamente entre pessoas pelo contato. No Brasil, os principais vetores são carrapatos do gênero Amblyomma, conhecidos como carrapatos-estrela.

Segundo o Ministério da Saúde, normalmente a doença se manifesta de forma repentina, com um conjunto de sintomas semelhantes aos de outras infecções: febre alta, dor na cabeça e no corpo, falta de apetite e desânimo. Em seguida é comum aparecerem pequenas manchas avermelhadas, que crescem e ficam salientes.

O quadro é agravado com náuseas e vômitos, diarreia e dor abdominal, dor muscular constante, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés, gangrena nos dedos e orelhas. Nos casos mais graves, pode haver paralisia, começando nas pernas e subindo até os pulmões, o que pode causar parada respiratória.

Prevenção

A prevenção da febre maculosa é baseada em impedir o contato com o carrapato. Portanto, em locais onde haverá exposição ao bicho, algumas medidas podem ajudar a evitar a infecção, como usar roupas claras para ajudar a identificar o bicho; utilizar calças, botas e blusas com mangas compridas ao caminhar em áreas arborizadas e gramados; evitar andar em locais com grama ou vegetação alta e usar repelentes de insetos.

Além disso, o Ministério da Saúde recomenda a remoção – com uma pinça – se um carrapato for encontrado no corpo; não apertar ou esmagar o bicho e, depois de removê-lo inteiro, lavar a área da mordida com álcool ou sabão e água. Quanto mais rápido retirar os carrapatos do corpo, menor será o risco de se contrair a doença.

Diagnóstico

Diagnosticar precocemente a febre maculosa é muito difícil, principalmente nos primeiros dias da infecção, já que os primeiros sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, como leptospirose, dengue, hepatite viral, entre outras. Mas o que é importante para o caso, segundo o Ministério da Saúde é se o paciente esteve em locais de mata, florestas, fazendas, trilhas ecológicas onde possa ter sido picado por um carrapato.

O profissional de saúde deverá ainda solicitar exames para confirmar ou contribuir com o diagnóstico.

Tratamento

Segundo o Ministério da Saúde, a febre maculosa tem cura desde que o tratamento com antibióticos específicos seja https://portalgazetaregional.com.br/wp-content/uploads/2023/06/ed440.pngistrado nos primeiros dois ou três dias da infecção. O medicamento deve ser https://portalgazetaregional.com.br/wp-content/uploads/2023/06/ed440.pngistrado assim que surgirem os primeiros sintomas, mesmo sem o diagnóstico confirmado, já que ele pode demorar. Segundo o Ministérios da Saúde, em determinados casos, pode ser necessária a internação da pessoa. A terapêutica é empregada por um período de 7 dias, devendo ser mantida por 3 dias, após o término da febre.

Atraso no diagnóstico e, consequentemente, no início do tratamento pode provocar complicações graves, como o comprometimento do sistema nervoso central, dos rins, dos pulmões, das lesões vasculares e levar ao óbito.

Leia também: Febre Maculosa: conheça a doença transmitida por carrapatos que matou uma mulher em São Paulo

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