A Justiça de São Paulo condenou o ex-vereador de Arujá, Gabriel dos Santos (PSD), e mais seis pessoas por fraudes em licitações que favoreceram empresas ligadas ao PCC. O caso teve início com as investigações da Operação Munditia, deflagrada pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo) em abril de 2024.
Gabriel, que presidiu a Câmara Municipal de Arujá, recebeu a pena mais alta: 28 anos e 7 meses por corrupção passiva, fraude em contratos e manipulação de processos licitatórios. Já o empresário Vagner Borges Dias, conhecido como Latrell Brito e apontado como operador do esquema, foi condenado a cerca de 30 anos de prisão por corrupção ativa e direcionamento de licitações.
Também foram sentenciados o servidor legislativo Jesus Cristian Ermendel dos Reis (16 anos), os empresários Antônio Carlos de Morais (14 anos) e Wellington Costa (12 anos), além de Joyce da Silva Caetano e Leanide Andrade Reis, que atuava como tesoureira do grupo. Outro investigado, Wagner Sandim da Silva, teve a pena extinta por falecimento.
Segundo o Ministério Público, o grupo utilizava empresas de fachada, laranjas e simulações de concorrência para vencer contratos públicos, em um esquema que movimentou mais de R$ 200 milhões em serviços terceirizados. Conversas interceptadas revelaram ainda a entrega de propinas, descritas de forma velada em mensagens de celular.
As defesas dos condenados ainda podem recorrer da decisão em instâncias superiores.




