“A gente vivia nas páginas policiais, mas estamos dois anos e nove meses, mil dias, fora delas.” Essa foi uma das primeiras frases proferidas pelo prefeito de Itaquaquecetuba, Eduardo Boigues (PP), durante a entrevista coletiva que concedeu na quinta-feira (28) para falar sobre seus mil dias, completos neste mês de setembro, no cargo.
Ao lado de sua esposa, Mila Prates, Boigues listou as conquistas de seu mandato em todas as áreas de atuação e, principalmente, as medidas de sua gestão para possibilitá-las, principalmente para a maior atração de recursos.
De acordo com ele, o momento da transição de governo, ainda em 2020, se tornou “assustador” quando percebeu que a prefeitura até então não estava com o CAUC, sistema do Tesouro Nacional que organiza informações sobre os requisitos fiscais de cada município, regularizado, o que impossibilitava que a cidade recebesse recursos do governo federal, estadual e até de OSCs (Organizações da Sociedade Civil).
Para mudar esse cenário e, concomitantemente, a realidade itaquaquecetubense, o prefeito teve então de iniciar uma jornada em prol da saúde fiscal “enxugando a máquina pública”. Foram realizados, portanto, uma redução considerável dos contratos de aluguel, demissão de cerca de 500 funcionários de cargos comissionados e revisão de contratos de prestação de serviços, como por exemplo o de coleta, transporte e destinação de lixo com a empresa Peralta Ambiental, o maior da administração municipal.
Medidas como essas permitiram que a cidade conquistasse a CND (Certidão Negativa de Débito), documento que atesta a existência ou não de débitos tributários perante às exigências fiscais, e a nota “A” na avaliação da Capag (Capacidade de Pagamento), classificação necessária para a abertura de linhas de crédito. Foi assim que a gestão Eduardo Boigues conseguiu alcançar a marca de R$ 275,7 milhões investidos no município via convênios federais e estaduais, contando também com emendas parlamentares.
“Quando você faz o trabalho de casa, gasta menos, tendo uma folga para investir, e ainda angaria parcerias com deputados estaduais e federais, governo do estado e governo federal, a gente dá esse alavanco que a cidade está tendo hoje”, disse.
Em termos de arrecadação, Boigues ressaltou o fato de a cidade ter aumentado, desde 2021, a arrecadação anual em R$ 300 milhões, o que classificou como positivo, mas ainda distante do que almeja. Ele estipulou uma meta de, até 2030, elevar o orçamento municipal à marca de R$ 2 bilhões anuais.


