sábado, 21 fev, 2026

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Documentário resgata história de Chang Dai-Chien, o “Picasso Chinês”, em Taiaçupeba

A produção revive a trajetória do pintor chinês Chang Dai-Chien (1899-1983), conhecido mundialmente como o “Picasso Chinês”
Da Redação

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Um dos maiores nomes da arte mundial, o pintor chinês Chang Dai-Chien — conhecido como o “Picasso Chinês” — terá sua trajetória em Mogi das Cruzes resgatada em documentário inédito “Chang, a retomada”, que será exibido pela primeira vez no próximo sábado (30), às 20 horas, em Taiaçupeba, distrito que acolheu o artista por quase duas décadas e onde ele criou o lendário Jardim das Oito Virtudes, sua obra-prima viva. A sessão gratuita será em telão instalado na praça ao lado da igreja, aberta à comunidade.

O documentário “Chang, a retomada” terá sua primeira exibição no próximo sábado (30), às 20 horas, no distrito de Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes. A sessão gratuita será em um telão instalado na praça, em frente à igreja, aberta à comunidade. A produção revive a trajetória do pintor chinês Chang Dai-Chien (1899-1983), conhecido mundialmente como o “Picasso Chinês”, que viveu por quase duas décadas na cidade e marcou para sempre a história cultural do distrito.

A obra, idealizada pelo escultor e artista plástico Fabiano Spike, é uma realização da Trindade Cine. A direção do documentário é do cineasta Diego Freire, e teve o apoio da Itapeti Filmes.

Fabiano reside em Taiaçupeba e o interesse dele pela vida do mestre chinês surgiu em 2015, durante a crise hídrica que atingiu o Alto Tietê. Na época, a baixa das águas da represa revelou vestígios do antigo sítio de Chang, incluindo parte do Jardim das Oito Virtudes, espaço projetado como sua “pintura tridimensional”.

Encantado pela história, Fabiano passou a pesquisar não apenas a vida de Chang, mas também os impactos da construção das represas na região e a memória cultural do distrito. O envolvimento foi tão profundo que, em 2020, durante a pandemia, decidiu criar uma escultura de quatro metros de altura em homenagem ao artista. A obra ficou pronta e foi inaugurada em 14 de outubro de 2023, às margens da represa, tornando-se um marco cultural de Taiaçupeba.

O documentário traz imagens do sítio onde Chang viveu entre 1953 e 1971 e reúne depoimentos de pessoas que conviveram com ele, como o jardineiro Zé Ferro, o vizinho conhecido como Bastião Chinês, além do médico Nobolo Mori e do jornalista Chico Ornelas. Também revela passagens curiosas, como o fato de que muitos papéis e documentos do artista foram queimados após sua saída, já que os moradores não tinham noção do valor histórico e artístico das peças.

Mais do que resgatar a vida e a obra de um dos maiores nomes da pintura mundial, “Chang, a retomada” celebra a ligação de Chang Dai-Chien com Mogi das Cruzes e valoriza a memória de Taiaçupeba, distrito que testemunhou parte fundamental da trajetória do mestre.

O documentário foi feito com recursos da Lei Paulo Gustavo.

O documentário

“Chang: o Picasso Chinês em Taiaçupeba” destaca a importância do legado de Chang no diálogo entre Oriente e Ocidente e como sua passagem pelo Brasil contribuiu para um estilo artístico único. O filme mostra imagens do antigo sítio, depoimentos de moradores e a construção do Jardim das Oito Virtudes, considerado a expressão mais simbólica de sua arte no país.

Quem foi Chang Dai-Chien

Nascido em 1899, na China, Chang Dai-Chien – também chamado de Zhang Daqian – é reconhecido como um dos pintores mais expressivos do século XX. Conhecido como o “Picasso Chinês”, teve uma carreira marcada pela experimentação e pelo diálogo entre técnicas tradicionais orientais e influências ocidentais. Viveu no Brasil entre 1953 e 1971, período em que consolidou sua fusão de estilos. Seu talento o levou a encontros históricos, como o que teve com Pablo Picasso, em 1953, na França.

Taiaçupeba e o Jardim Bade

Em seu sítio de seis alqueires, em Taiaçupeba, Chang construiu o Jardim Bade, também chamado de Jardim das Oito Virtudes, que reuniu lagos, pinheiros, bambus, flores e animais. Mais do que um espaço de contemplação, o jardim simbolizava sua visão artística e espiritual, tornando-se uma “pintura tridimensional” da vida do mestre. Chang e sua família viveram ali por quase 20 anos.

Vestígios do passado

Com a construção das represas, o sítio e parte do jardim ficaram submersos, levando o artista a deixar o Brasil e retornar à China. Décadas depois, a seca de 2015 revelou vestígios da propriedade, reacendendo o interesse pela história do “Picasso Chinês” e motivando pesquisas e homenagens, como o documentário e a escultura criados por Fabiano Rodrigues.

Quem é Fabiano Rodrigues Spike

Morador de Taiaçupeba desde os 17 anos, Fabiano Rodrigues, conhecido como Fabiano Spike, é artista plástico e escultor com passagem pela Maurício de Sousa Produções e pela indústria de brinquedos ao lado de Wilson Iguti. Em 2020, no auge da pandemia, decidiu homenagear Chang com uma escultura de quatro metros. A obra foi concluída em 14 de outubro de 2023 e se tornou um símbolo de memória cultural e valorização do distrito.

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