No dia 21 de agosto, é celebrado o Dia Nacional da Habitação, data que serve de lembrete para que a sociedade nunca deixe de debater a importância de políticas públicas que garantam o direito universal à moradia digna. A história do Brasil, no entanto, é marcada pela excludente e racista negligência com o tema.
A região do Alto Tietê, como não poderia ser diferente, é profundamente marcada por problemas dessa natureza. O crescimento desordenado das malhas urbanas, alimentado por grileiros e políticos da pior espécie, obrigou o nosso povo a se amontoar onde houvesse possibilidade, fazendo com que gerações e gerações florescessem sem a mínima estrutura e atenção do poder público.
Aos poucos a situação vai avançando, a passos de formiga e sem muita vontade, mas vai. Isso quando surgem políticas esporádicas de habitação.
Em 2023, contudo, a data chega acompanhada de uma notícia potencialmente boa, desde que saia do papel, com o anúncio do Novo PAC, pacote de investimentos do governo federal em obras de diversos tipos por todo o país. Das 10 cidades que compõem nossa região, oito serão contempladas, sendo a esmagadora maior parte dos recursos destinadas a obras do “Minha Casa, Minha Vida”.
Dos 31 projetos financiados pelo programa, 22 são do MCMV, contemplando 2017 unidades. Ainda não foram divulgados detalhes de como ocorrerá a implementação, nem quando, o que mantém a pulga atrás da orelha de todos, principalmente das mais de duas mil famílias que tanto sonham com a casa própria. Só ficaremos satisfeitos quando virmos os blocos sobre blocos.




