As últimas semanas vêm adicionando novos elementos ao cenário das eleições presidenciais deste ano. A narrativa, estimulada por articuladores da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de que a melhor alternativa para aqueles que querem a saída de Jair Bolsonaro (PL) do governo federal é votar em Lula logo no primeiro turno vem encontrando empecilhos.
A estratégia tem como base o destaque que o ex-presidente vem tendo nas pesquisas eleitorais. “Mesmo não achando o ideal, é preciso votar no Lula para ele tirar o Bolsonaro logo no primeiro turno” é uma frase recorrente entre os opositores do atual mandatário.
No entanto, as últimas pesquisas de intenção de voto, tanto nacionais, quanto regionais, têm apresentado resultados desanimadores para o petista, o que pode colocar em cheque o discurso. Mesmo ainda tendo a liderança isolada, Lula não apresenta mais crescimento, enquanto Bolsonaro tem crescido cerca de 2% por semana, diminuindo assim a possibilidade de o resultado ser decidido já no dia 2 de outubro.
Os maiores exemplos se dão comparando as duas pesquisas mais recentes dos institutos Datafolha e FSB. No caso da primeira, Lula manteve a mesma porcentagem, de 47%, entre o final de julho e a mais atual, divulgada nesta quarta-feira (24), enquanto Bolsonaro saltou de 29% para 32%. Na FSB, Lula manteve os 45% e Bolsonaro passou de 34% para 36%.
A situação também tem mudado em alguns estados chaves, como São Paulo e Minas Gerais, considerados dois dos colégios eleitorais mais importantes da federação. Segundo os números da Paraná Pesquisas, divulgados nesta terça-feira (23), Bolsonaro abriu uma vantagem de cinco pontos percentuais em relação a Lula, com 40% ante 35% do petista.
Em terras mineiras, Lula mantém a liderança, mas a diferença vem diminuindo. No início do mês, a pesquisa do instituto Paraná indicou o ex-presidente com 41,1% e Bolsonaro com 35,6%; na desta semana, o atual mandatário aparece com 37%, enquanto Lula permanece com os mesmos 41%.


