A diabetes mellitus gestacional (DMG) é uma das principais complicações da gravidez, mas pode ser controlada com segurança quando identificada precocemente durante o pré-natal, reduzindo os riscos para a mãe e o bebê. A Prefeitura de Mogi das Cruzes recebe diariamente dados sobre internação de gestantes da Santa Casa de Misericórdia de Mogi para acompanhamento e intervenção quando necessário.
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Das 16 gestantes internadas atualmente na unidade, oito têm como diagnóstico principal diabetes gestacional, diabetes pré-existente ou hiperglicemia. A maioria está no terceiro trimestre da gestação. A segunda principal causa de internação é a Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU).
O rastreamento da diabetes gestacional é realizado por exames laboratoriais durante o pré-natal. Se os exames do início da gravidez apresentarem resultados normais, é feita a curva glicêmica entre 24 e 28 semanas.
Sem diagnóstico e tratamento adequados, a diabetes gestacional pode aumentar o risco de parto prematuro, pressão alta, pré-eclâmpsia, excesso de líquido amniótico e necessidade de cesariana. Para o bebê, as consequências podem incluir crescimento excessivo, sofrimento durante o parto, hipoglicemia ao nascer, desconforto respiratório e maior predisposição ao desenvolvimento de obesidade e diabetes ao longo da vida. Mulheres que tiveram diabetes gestacional também apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 após o parto.
Em Mogi das Cruzes, a assistência às gestantes é realizada de forma integrada, desde o início do pré-natal nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), passando pelo programa Mãe Mogiana até a Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa, inaugurada em maio pela Prefeitura, com equipe multiprofissional para o atendimento materno-infantil.
Monitoramento de internadas
Na semana passada, a Prefeitura implantou uma nova modalidade de monitoramento das gestantes internadas na Santa Casa, com visitas semanais de um médico ginecologista e obstetra da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar. A estratégia busca fortalecer a continuidade do cuidado, identificar precocemente situações de maior risco e garantir que as pacientes retornem ao acompanhamento especializado após a alta hospitalar.
A Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa oferece atendimento multiprofissional com obstetrícia, pediatria, psicologia, nutrição, assistência social, fonoaudiologia, vacinação e Banco de Leite Humano, ampliando a assistência às gestantes de baixo e alto risco.
“A diabetes gestacional é uma condição que, quando identificada no momento certo, pode ser controlada com segurança, protegendo a saúde da mãe e do bebê. Esses dados mostram o quanto o pré-natal é essencial e reforçam a importância de a gestante comparecer a todas as consultas e realizar os exames solicitados. Em Mogi, estruturamos uma rede de cuidado que acompanha a mulher desde o início da gestação até o pós-parto, para reduzir o risco de complicações e aumentar a chance de um parto e um pós-parto tranquilos”, afirma a secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi.
A Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar orienta que todas as gestantes iniciem o pré-natal o mais cedo possível, mantenham as consultas em dia e sigam as orientações da equipe de saúde.