quarta-feira, 8 abr, 2026

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Com nova onda de Covid, postos de Mogi lotam e população pede volta do Luzia

Pacientes do PA-24hs do Jd. Universo relatam queda na qualidade do atendimento por conta da superlotação
Da Redação

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De acordo com dados do Ministério da Saúde, o número de casos de Covid-19 no pais aumentou cerca de 160% nas últimas duas semanas, mesmo com o número de mortes se mantendo baixo. A alta nos números da pandemia tem surtido efeito negativo nas redes municipais de saúde, que são as responsáveis pelos primeiros atendimentos, como é o caso de Mogi das Cruzes.

A GAZETA então foi para a porta do PA-24hs (Pronto-Atendimento) do Jardim Universo, uma das unidades com a média de atendimentos diários mais alta na cidade. De acordo com a Prefeitura, a rede municipal como um todo realiza cerca de 2 mil atendimentos por dia, sendo 300 deles apenas no Jardim Universo.

Além do aumento de casos de Covid, a população presente no serviço atribuiu a piora no atendimento a outro fator: o fechamento do Pronto-Socorro do Hospital Luzia de Pinho Melo, realizado pelo Governo do Estado em 2021.

A dona de casa Katia Santana, 34, acompanhava o marido que apresentava sintomas gripais e relatou uma demora de mais de três horas para que ele fosse atendido. De acordo com ela, a escolha daquele posto em questão se deu por ele prestar os melhores serviços na região até então, principalmente depois do fechamento do Luzia, o que classificou como um erro. 

A decepção com o atendimento na unidade se mostrou uma constante entre os entrevistados. O ajudante geral Olimpio Vicente, 73, quando abordado pela reportagem logo disparou: “isso aqui está péssimo”. Assim como o marido de Katia, sua filha, a quem ele estava acompanhando, também demorou cerca de quatro horas para ser atendida.

Ela testou negativo para Covid-19, mas mesmo assim estava no mesmo ambiente que outros pacientes com sintomas gripais por conta da superlotação. Para ele, não há dúvidas de que a situação não ocorreria com o PS do Luzia aberto. “Quanto mais hospital, melhor é”, completou.

Segunda a auxiliar de cozinha Katia Regina dos Santos, 39, a superlotação está prejudicando inclusive o funcionamento, já que era a segunda vez que ela recorria ao posto nesta semana. Na primeira, a alta demanda fez com que não fosse possível a realização do exame para atestar se os sintomas que vem sentindo se dão pelo coronavirus ou não. “Isso aqui está uma vergonha”, disparou.

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