terça-feira, 24 fev, 2026

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Câmara de Suzano debate obras de drenagem em audiência pública

Vereadores e moradores cobram medidas estruturais para evitar enchentes em Suzano
Da Redação

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Em audiência pública realizada ontem (23), na Câmara de Suzano, representantes da Prefeitura apresentaram ações estruturantes e preventivas relacionadas ao sistema de drenagem urbana do município. Durante o encontro, vereadores, moradores e internautas cobraram medidas mais efetivas para evitar alagamentos como os que atingiram diversos bairros recentemente.

A audiência foi comandada pelo presidente da Comissão Permanente de Política Urbana e Meio Ambiente, Marcio Alexandre do Santos (PL), o Marcio Malt, e contou com a participação dos parlamentares Artur Takayama (PL); Jaime Siunte (Avante); João Batista Nogueira de Azevedo (PRD), o João Sabugo; Marcel Pereira da Silva (PRD), o Marcel da ONG; e Marcos Antonio dos Santos (PRD), o Maizena.

Representando o Executivo, participaram os secretários Samuel Oliveira (Manutenção e Serviços Urbanos), André Chiang (Meio Ambiente) e Francisco Balbino (Segurança Cidadã), além de técnicos das pastas e da Defesa Civil. O diretor de Engenharia da Secretaria de Manutenção e Serviços Urbanos, Ricardo Kadayan, apresentou os projetos em andamento e estudos baseados no Plano Municipal de Macrodrenagem.

Projetos apresentados

Entre as principais intervenções previstas estão:

  • Implantação de dique de contenção e reservatórios (piscinões) para os bairros Parque Maria Helena e Vila Maluf, com custo estimado em R$ 120 milhões;
  • Reservatório de amortecimento no Ribeirão do Tanque, estimado em R$ 25 milhões;
  • Canalização da vala da rua José de Almeida, orçada em cerca de R$ 41 milhões;
  • Projeto de reservatório no rio Una, com aproximadamente três quilômetros de extensão, em tratativas com o governo estadual;
  • Intervenções na região do Monte Cristo, com investimento estimado em R$ 45 milhões.

Também foram destacadas obras já executadas ou em fase final, como intervenções na avenida Jorge Bei Maluf e na área atrás do Atacadista Assaí, fruto de parceria público-privada. Segundo a Prefeitura, parte significativa dos projetos depende de recursos estaduais e federais.

Na área de manutenção, foram apresentados números referentes à limpeza de bueiros, retirada de toneladas de resíduos, desassoreamento de rios e reforma de galerias.

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Questionamentos e cobranças

Os vereadores apontaram que as ações ainda não têm sido suficientes para impedir novos alagamentos, principalmente em bairros como Vila Amorim e Miguel Badra.

Foram questionadas a efetividade das obras recentes, a necessidade de projetos específicos para áreas críticas, a fiscalização de descarte irregular de entulho, estudos de impacto de vizinhança (EIV) em áreas de várzea e a influência de aterros nas enchentes.

Representantes do Executivo afirmaram que a solução definitiva depende da combinação de diversas medidas, como ampliação de galerias, construção de reservatórios, desassoreamento de rios, revisão de travessias e ações de educação ambiental. Parte das soluções estruturais, especialmente relacionadas ao rio Una e à duplicação da Rodovia Índio Tibiriçá, depende de licitação e investimentos do governo estadual.

Isenção de IPTU

Durante a audiência, a Defesa Civil informou que foi publicado decreto que garante a possibilidade de remissão ou isenção de IPTU para imóveis afetados pelas enchentes de janeiro. Moradores devem procurar o Centro Unificado de Serviços (Centrus), com a documentação necessária, para avaliação do benefício.

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