Na esteira das celebrações do bicentenário da Independência do Brasil, nesta quarta-feira (7), o Presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), participou de manifestações em Brasília e no Rio de Janeiro. Os atos foram marcados por apologia ao golpismo, campanha eleitoral bolsonarista e, por incrível que pareça, destacar um suposto vigor sexual por parte do mandatário.
Durante os discursos, Bolsonaro pediu votos nas eleições que estão por vir, e usou como argumento uma luta “do bem contra o mal”, em que, claro, ele seria o bem. Como esperado, ele também recorreu ao combate a seu principal adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera todas as pesquisas de intenção de voto.
Os ataques, no entanto, não se restringiram apenas ao candidato petista. Ao lado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o presidente fez uma comparação entre sua esposa e a de Lula, Rosângela Lula, conhecida como Janja.
Logo após a fala, na qual chamou Michelle de “mulher de Deus, família e ativa em minha vida”, Bolsonaro protagonizou uma cena cujo constrangimento causado em seus expectadores botaria inveja em qualquer filme ou série de comédia. Depois do elogio, ele deu um beijo na esposa, que não pareceu confortável com o gesto, e puxou o coro: “Imbrochável, imbrochável, imbrochável”.
O resultado foi considerado positivo por aqueles que temem os anseios golpistas do mandatário. Para quem esperava uma ruptura constitucional, um comício constrangedor parece tranquilizador.






