A pavimentação da Estrada do Rio Acima, uma das reivindicações mais antigas de Biritiba Mirim, começa finalmente a sair do papel e representa um marco para moradores, produtores rurais e comerciantes da região. A ordem de serviço foi assinada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no último dia 5, data em que Biritiba celebrou 62 anos de emancipação político-administrativa.
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A obra prevê serviços de recuperação funcional e pavimentação em um trecho total de 5,4 quilômetros, com investimento estimado em R$ 5,9 milhões. Parte da via, especialmente um trecho de aproximadamente 2,5 quilômetros conhecido como “Hasegawa”, havia recebido intervenções no passado, mas as obras foram interrompidas antes da conclusão após a falência da empresa responsável.
Morador do bairro e defensor histórico da melhoria da estrada, o vice-prefeito Toshi Omura (PSD) destaca que a conquista é resultado de uma luta que se arrasta desde a década de 1980: “Essa é uma demanda de longa data. Eu sou um dos mais cobrados pelos moradores justamente por viver ali e conhecer de perto a realidade. A estrada sempre foi um grande desafio para quem depende dela no dia a dia”, afirma.
Segundo ele, as condições da via impactam diretamente a rotina dos produtores rurais, principalmente no escoamento da produção e na chegada de insumos.
“O peso dessa obra é muito grande. Hoje, a gente enfrenta problemas com quebra de caminhão, suspensão, atraso nas entregas. Para o produtor, isso significa prejuízo. Com a pavimentação, os insumos chegam mais rápido e a produção sai com mais qualidade e segurança”, explica.
Além da atividade agrícola, Toshi lembra que a estrada também é utilizada por moradores, sitiantes e visitantes, o que aumenta ainda mais o fluxo e o desgaste da via.
“Não é só o produtor que usa essa estrada. Tem muita chácara de lazer, muito sítio, além de ciclistas e pessoas que fazem trilha. Nos finais de semana, o movimento é intenso. É carro, moto, bicicleta… todo mundo sofre com a condição atual”, pontua.
O vice-prefeito relembra ainda que, antes mesmo de ingressar na política, já atuava diretamente na manutenção da estrada, de forma voluntária: “Eu fiquei conhecido por arrumar a estrada com recursos próprios. Pegava maquinário, material e fazia um paliativo para melhorar as condições. A gente não podia ficar esperando, porque sabia da dificuldade de quem passava por ali todos os dias”, relata.
A expectativa agora é que, com a obra concluída, haja uma melhora significativa na mobilidade, redução de custos para produtores e mais segurança para todos os usuários da via.
Para a comerciante Thais Copola, que há mais de 15 anos mantém um negócio na região, a pavimentação representa um alívio diante dos prejuízos enfrentados diariamente: “A poeira prejudica muito a nossa produção e aumenta os custos de manutenção. Sem contar a dificuldade de acesso para os clientes. Com o asfalto, isso muda completamente”, afirma.
Ela acredita que a melhoria vai impulsionar a economia local. “Facilita a chegada de compradores, melhora a logística e valoriza toda a região. É um avanço muito esperado por todos nós.”



