Desde o último dia 17, a presidência da Casa da Criança de Itaquaquecetuba mudou, com a advogada Rosimeire Graciano dando lugar ao empresário Milton Geraldo dos Santos. Neste momento de transição, ela recebeu a GAZETA na unidade, onde falou sobre os cinco anos que esteve à frente da entidade, os desafios e a importância da solidariedade na construção de um mundo melhor.

Sua história com a entidade começou há 15 anos. Após passar sete anos na Europa, onde conheceu seu marido, ela resolveu voltar para sua terra natal, encarando assim uma dura realidade, vivida por crianças de todo o Brasil. Foi quando tomaram a decisão de dedicar sua vida para algo maior.
Ela conta que, ao chegar no Brasil, decidiu conhecer o nordeste do país. Ao chegar no sertão brasileiro, presenciou uma cena que mudou a sua forma de ver o mundo: uma mãe que queria jogar o seu próprio filho em seu carro para que Rosimeire o levasse embora, dizendo que a criança iria morrer de fome se continuasse lá.
Ao voltar para Itaquá, marcada por essa situação, decidiu que precisava ajudar aqueles que mais precisavam, sem nenhuma pretensão política ou visibilidade para si, apenas com o desejo de ajudar. E, segundo ela, a presidência foi apenas um passo nessa longa jornada, não o seu objetivo.
“Em muitas organizações as pessoas buscam ser presidente buscando uma visibilidade pra alguma coisa fora da organização. Eu nunca pensei nisso. A pretensão de ajudar sempre foi a mesma. Tanto que, nesses cinco anos, tem muita gente que nem me conhece, porque eu nunca gostei de sair muito em público e falar ‘olha, eu sou a presidente.’”
No período, além de dois anos de pandemia de Covid-19, sua administração passou por alguns dos maiores desafios da história de 75 anos da entidade, como um incêndio que destruiu grande parte dos arquivos, além da duplicação do número de crianças. Em 2021, a entidade assumiu a administração do Abrigo Municipal, que estava abandonado.
Para lidar com esses desafios e ainda atender às necessidades diárias de 40 crianças e adolescentes, é fundamental a ajuda, principalmente de quem pode ajudar. Rosimeire clama não só por doações em dinheiro, mas também a parceria dos empresários do município, tanto nas ações de arrecadação, quanto dando oportunidades de trabalho para aqueles jovens em idade de jovem-aprendiz, por exemplo.
“Agora a gente tem doadores fixos, pessoas que se comprometem. E a gente precisa que continue crescendo, né?! Que continue crescendo essas doações, que essas pessoas não parem, mesmo que volte a ter uma pandemia, que lembre que a gente tem aqui, hoje, 40 crianças que precisam comer, beber, estudar todos os dias.”
A entrevista completa com Rosimeire estará, nos próximos dias, disponível no canal da GAZETA no Youtube. Não perca!


