O presidente Lula visitou hoje a linha de produção dos caças Gripen, que serão fabricados pela Embraer na cidade de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. A patente das aeronaves pertence à empresa sueca Saab, que fechou contrato com a Força Aérea Brasileira (FAB) para entregar 36 aviões até 2027, além de transferir a tecnologia para que eles possam ser produzidos no próprio país.
Os caças importados começaram a chegar ao Brasil em 2022. Um lote inicial de quatro jatos supersônicos, de modelo F-39E, foi apresentado em Linkoping, no sul da Suécia, antes do transporte em navios cargueiros até o porto de Navegantes, em Santa Catarina. De lá, eles foram transferidos até a fábrica paulista, que concentrará todas as unidades.
A chegada ocorreu por mar, e não pelo ar, devido aos protocolos que teriam que ser aplicados para que os caças voassem por áreas internacionais e também pela autonomia, que é de 4 mil km — a distância entre Suécia e Brasil é próxima dos 10 mil km.
Os caças “F” tem dois lugares e são projetados para ataque especializado e treinamento militar. A aeronave foi pensada por engenheiros da Saab e da própria Embraer. Do total de 36 jatos encomendados, oito serão desse modelo.
O valor do contrato entre a FAB e a Saab é estimado em cerca de US$ 5,4 bilhões (mais de R$ 30 bilhões). A cifra cobre apoio logístico da empresa sueca, ampla transferência de tecnologia para o polo de produção brasileiro, armas necessárias para a operação dos caças e simuladores. A previsão é de que o último avião da frota de 36 aeronaves sairá da linha de montagem em 2024.



