As brasileiras Kátyna e Jeanne, presas há uma semana em Frankfurt, na Alemanha, acusadas de tráfico internacional de drogas foram libertas hoje (11) após imagens enviadas por autoridades brasileiras à polícia alemã comprovarem que as etiquetas de suas bagagens haviam sido trocadas no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
As duas mulheres embarcaram no dia 4 de março no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, com destino final em Berlim, capital alemã. Elas iam passar 20 dias na Europa, parando em diferentes países.
Em uma escala no aeroporto de Guarulhos, segundo a investigação, as etiquetas de identificação das bagagens foram trocadas e colocadas em duas malas com 20 quilos de cocaína cada.
As brasileiras não tiveram contato com as malas, que só seriam acessadas na escala em Frankfurt. Imagens recuperadas pela Policia Federal (PF) mostram que as malas despachadas pelas mulheres eram diferentes das malas apreendidas com drogas.
Ao pararem em Frankfurt, Kátyna e Jeanne foram retiradas do avião pela polícia alemã e presas por tráfico internacional de drogas.
Foi graças aos trabalhos da Polícia Federal e do Ministério das Relações Exteriores que o caso pode ser rapidamente solucionado e as brasileiras puderam ser liberadas.
Além disso, seis integrantes de uma quadrilha que fazia as trocas de etiquetas e envio das drogas para a Europa foi presa pela PF.
Mas você sabe como funciona o esquema de troca de etiquetas? Confira:
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- O método consiste na retirada das etiquetas de bagagens aleatórias despachadas regularmente pelos passageiros. Depois disso, as etiquetas são colocadas em outras malas, estas contendo drogas ilícitas.
- As malas com as etiquetas já trocadas são desviadas da fiscalização automática, para fugir do sistema que identifica conteúdo ilícitos, chamado de BHS (Baggage Handling System.
- Enquanto alguns eram responsáveis por trocar as etiquetas e tirar fotos das malas, outros faziam o transporte das bagagens do terminal doméstico para o internacional.
- De acordo com a polícia, as bagagens não podem sair do terminal doméstico para o internacional livremente. O grupo agia desta maneira justamente para escapar do raio-X.
- Outro ponto importante: bagagens de conexão entre voos não são fiscalizadas. Nesse setor, somente os passageiros são fiscalizados pela Receita Federal.
- Mais uma investigação, essa realizada em conjunto entre policiais civis e federais, apurou que outros funcionários também agiam no terminal 2, no setor de recheck-in, local para onde vão os passageiros de voos internacionais com conexão nacional.



