Vantagens e riscos do retorno presencial à escola no momento de pico da pandemia de Covid

Desde o início deste ano letivo, muitos estados e cidades brasileiras ainda vivem o dilema de volta às aulas presenciais em meio ao segundo e maior surto da pandemia de Covid-19 já enfrentado pelas redes de saúde pública e privada no Brasil.

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Por Professor Marcelo / Arte: Giovanna Figueiredo

Desde o início deste ano letivo, muitos estados e cidades brasileiras ainda vivem o dilema de volta às aulas presenciais em meio ao segundo e maior surto da pandemia de Covid-19 já enfrentado pelas redes de saúde pública e privada no Brasil.

Em meio a essa discussão de retorno das crianças e jovens às aulas presenciais, cria-se um debate bastante complexo que envolve aspectos psicológicos, pedagógicos e de saúde. Neste sentido, especialistas das diferentes áreas do conhecimento, estão longe de se chegar a um consenso e paralelamente muitas escolas vêm adotando os sistemas de ensino híbrido e presencial parcial facultativo de modo a evitar maiores perdas pedagógicas.

Sabemos cientificamente que o vírus é menos letal em crianças, porém, quando infectadas podem transmiti-lo para pessoas de maior idade, principalmente do grupo de risco com quem convivem e, este, está sendo um dos principais argumentos de educadores que pedem que as escolas fiquem fechadas por mais tempo até a imunização contemplar grande parte da sociedade.

Por outro lado, quem defende o retorno às aulas presenciais traz à tona riscos e danos que podem ser causados por conta do isolamento na saúde mental infantil e juvenil, além do déficit de aprendizagem que pode haver com o ensino a distância. Como mencionei no início deste artigo, a discussão é ampla, pois sabemos que a escola é um espaço de convívio social, de aprendizagem e de saberes, é o momento de formação pessoal da criança e do jovem como cidadão, de outro modo, estamos atravessando uma fase jamais vivenciada por conta dessa pandemia, que além de ceifar vidas e causar estragos inimagináveis na nossa sociedade, não sabemos precisar por quanto tempo estes efeitos serão recuperados no futuro.

Até onde sabemos, a vacinação em massa, o distanciamento social e os protocolos sanitários, são os principais fatores para diminuição do número de casos de mortes e de pessoas infectadas, por isso, importante acompanhar diariamente a evolução dessa pandemia onde a sociedade civil também possa criar mecanismos mais eficazes para um retorno às aulas presenciais de forma responsável e que não coloque em risco a vida de pessoas que trabalham nas escolas ou até mesmo fora delas, pois a aglomeração de pessoas é a principal fonte de propagação desse vírus que tem acabado com a vida de pessoas, com a economia do país e com a esperança das pessoas, pois por onde ele é levado, causa estragos irreversíveis.

Vidas não se recuperam, aprendizagem sim, e como profissionais da educação precisamos agir com bom senso e bastante cautela no momento tão delicado em que vivemos.

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