segunda-feira, 16 mar, 2026

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Definição de Tarcísio à reeleição faz Alto Tietê debater inércia do governo

Promessas que não saíram do papel e custos de pedágio levam população a avaliar candidatura
Da Redação

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A poucos meses do início do calendário eleitoral de 2026, aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), indicam que falta pouco para o anúncio oficial de sua candidatura à reeleição. A decisão é tratada nos bastidores como praticamente definida e deve encerrar as especulações sobre uma eventual disputa presidencial.

Com a confirmação da candidatura, deve ganhar espaço o debate regional sobre o desempenho do governo paulista ao longo do mandato iniciado em 2023. No Alto Tietê, prefeitos, lideranças políticas e representantes de diferentes setores têm apontado a necessidade de avaliar os investimentos e projetos anunciados para a região.

Nos últimos anos, o governador realizou agendas em cidades do Alto Tietê, mas muitas delas foram marcadas por anúncios de estudos, projetos ou intenções de investimentos que ainda dependem de etapas técnicas ou administrativas para se concretizar.

Em fevereiro de 2025, durante visita a Itaquaquecetuba para a entrega de matrículas habitacionais do Jardim Odete II, o governador reafirmou compromissos relacionados a obras viárias no município, sem detalhar valores ou prazos para início das intervenções.

Na mesma ocasião, Tarcísio voltou a mencionar projetos que envolvem a região, como intervenções na rodovia Mogi-Bertioga e a discussão sobre o contorno viário de Mogi das Cruzes, além de melhorias em mobilidade urbana e saneamento.

Outro anúncio feito pelo governador foi a proposta de construção de um novo Pronto-Socorro em Mogi, ao lado do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo. A iniciativa foi apresentada como alternativa para ampliar a capacidade de atendimento hospitalar na região, mas ainda depende da elaboração de projeto e das etapas de planejamento para avançar.

Na área de mobilidade, o governo estadual também privatizou a concessão das linhas 11, 12 e 13 da CPTM, que prevê a extensão da Linha 11-Coral até o distrito de César de Souza, em Mogi. O projeto integra um pacote estimado em R$ 14,7 bilhões em investimentos nas três linhas ferroviárias. Mas até agora não há melhoras visíveis para a população.

PEDÁGIO – A entrega da administração das rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga à iniciativa privada renderam frutos amargos. A instalação dos pedágios nas duas rodovias mais importantes para o Alto Tietê foi totalmente rejeitada pela população e ainda sim aconteceu, trazendo efeitos diretos no bolso de quem trafega nas vias seja para trabalho, estudos ou passeio.

Com a aproximação das eleições estaduais, a expectativa é que a discussão sobre obras, investimentos e projetos do governo paulista para o Alto Tietê ganhe maior destaque no debate político regional. É o momento da avaliação que prepara o voto.

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