quinta-feira, 5 mar, 2026

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Suzano tem menor índice de perdas de água do país, diz estudo do Trata Brasil

A cidade registra apenas 0,88% de desperdício, o menor percentual entre os cem maiores municípios brasileiros pesquisados
Da Redação

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Suzano lidera o ranking nacional de eficiência hídrica, com o menor índice de perdas de água tratada do Brasil, de acordo com o Estudo de Perdas de Água 2025. O levantamento foi apresentado na última quarta-feira (26), pelo Instituto Trata Brasil, que utilizou os dados de 2023 do SINISA (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento). A cidade registra apenas 0,88% de desperdício, o menor percentual entre os cem maiores municípios brasileiros pesquisados.

O resultado coloca Suzano na liderança nacional do ranking de eficiência na distribuição de água potável, muito à frente da média brasileira, que chega a 40,31%. Isso significa que, enquanto o país perde quatro em cada dez litros de água tratada antes que cheguem às torneiras, Suzano perde menos de um litro a cada cem.

O estudo ressalta que o índice, ainda que baixo, não representa perdas zero. A cidade ainda desperdiça uma fração do recurso que já passou por captação, tratamento e bombeamento. Especialistas explicam que perdas absolutas são inevitáveis por limitações técnicas e econômicas, mas reforçam que manter o índice abaixo de 1% é um feito raríssimo no cenário nacional.

O relatório destaca que parte desse desempenho pode estar associada ao alto volume de água produzido e distribuído para outros municípios pela estação de tratamento da Sabesp, o que dilui o percentual de perdas no cálculo geral. Mesmo assim, a cidade aparece como uma das poucas que já atendem aos padrões de excelência definidos pela Portaria 490/2021, do Ministério das Cidades, que estabelece que o limite máximo em perdas na distribuição é de 25%.

Além de Suzano, o Alto Tietê teve outros dois municípios analisados. Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba, porém, não atingiram a marca e permanecem fora da lista dos 21 municípios com perdas abaixo de 25%.

 

CUSTO DA ÁGUA- Enquanto Suzano celebra o desempenho histórico, a situação em todo país é crítica. De acordo com o levantamento, o Brasil perdeu, em 2023, cerca de 5,8 bilhões de m³ de água tratada. Esse volume é suficiente para encher 6.346 piscinas olímpicas por dia.

Essa falta de eficiência eleva os custos do tratamento da água e dificulta a expansão do abastecimento para regiões vulneráveis. Segundo o Trata Brasil, se o País reduzisse as perdas dos atuais 40,31% para os 25% previstos na legislação, poderia economizar 1,9 bilhão de m³ de água por ano, o que significa abastecer 31 milhões de brasileiros.

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