quinta-feira, 5 mar, 2026

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Suzano avança para garantir tombamento do primeiro Paço Municipal

Compac busca ex-servidores para completar material de investigação sobre a história do prédio onde hoje funciona o INSS
Da Redação

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Depois de concretizar o processo de tombamento do conjunto histórico da Fazenda Sertão, no distrito de Palmeiras, Suzano pode oficializar como mais um de seus patrimônios o prédio que abrigou o primeiro Paço Municipal da cidade, de 31 de maio de 1952 até 1993, e que também abrigou a sede do Poder Legislativo municipal até 1º janeiro de 2002. O trabalho referente à investigação em torno do valor da edificação está sendo conduzido pelo Compac (Conselho Municipal do Patrimônio Cultural), que deverá deliberar sobre o assunto no início de 2024.

Desde março de 2004 o edifício funciona como uma unidade do INSS, na rua Campos Salles, 601, no centro.

Nesta fase do projeto, integrantes do conselho, que reúne representantes da administração municipal, buscam ex-servidores da prefeitura e da Câmara para completar o material que ajuda a recontar a história do prédio e evidenciar sua relação com o desenvolvimento do município, além de buscar descobrir a data exata do decreto que aponta a mudança do Poder Executivo municipal para a então nova sede da prefeitura, na rua General Francisco Glicério, 1.334, onde hoje funciona o Saspe (Serviço de Ação Social e Projetos Especiais).

Aqueles que puderem contribuir de alguma forma com o levantamento de dados da época podem entrar em contato com a Secretaria Municipal de Cultura por meio do telefone (11) 4747-4180 até esta quinta-feira (05). A memória destes trabalhadores, como forma de valorizar a relação deste espaço com a cidade, será de suma importância para a construção do conhecimento em torno do antigo Paço Municipal.

Nesta sexta-feira (06), no endereço do INSS, serão realizadas entrevistas com personalidades relevantes e servidores municipais que ocuparam aquele prédio durante os anos em que serviu de sede para os poderes Executivo e Legislativo municipais. A intenção do Compac é entender como era a dinâmica dos trabalhos que aconteciam ali e as mudanças ocorridas durante os anos. Para isso, todos que frequentaram esse espaço são importantes nesta etapa de investigação, incluindo auxiliares de limpeza, copeiros e mandatários dos cargos públicos.

Entre os nomes que estão contribuindo com o processo de levantamento de dados do prédio estão a presidente do Compac, Cind Kelly Octaviano; o diretor de Cultura de Suzano, Amaury Rodrigues; o relator do processo, conselheiro do Compac e professor do Instituto Federal de São Paulo (IFSP-Suzano), Wagner Garo; o historiador Rodrigo Henrique da Silva, voluntário do Compac; a servidora da Câmara de Suzano, Vivian Turcato; e a representante do INSS em Suzano, Patrícia Borges Soares.

O trabalho necessário para o tombamento, cujo processo foi solicitado pelo vereador Jaime Siunte (PSDB), já contempla o resgate do primeiro livro de ata da cidade, que foi transcrito pelos estagiários do Compac, além disso já foram promovidos o inventário do edifício histórico e a compilação de documentos assim como o estudo da arquitetura do prédio, que está enquadrado no estilo Art Decô.

A presidente do Compac destacou o valor histórico desta edificação para o município. “O paço é o registro material da emancipação de Suzano, ou seja, é o registro de nossa autonomia administrativa, geográfica e cultural. É o símbolo edificado de que somos uma sociedade com características próprias”, ressaltou Cind.

Já o diretor de Cultura afirmou que o resgate dos elementos que contribuíram para a formação do município é um grande serviço para o patrimônio cultural da cidade. “A história de Suzano tem um capítulo importante registrado no seu primeiro Paço Municipal. Por isso é muito importante valorizarmos o prédio e as atividades que ali foram desenvolvidas”, disse Rodrigues.

Por sua vez, o vice-prefeito e secretário municipal de Cultura, Walmir Pinto, declarou que a identidade cultural de Suzano se fortalece com os estudos em torno desse prédio histórico.

“Ao indicarmos os locais que merecem ser patrimônios da cidade, ajudamos a população a entender os aspectos culturais que devem ser preservados e o valor dos personagens que auxiliaram a construir nossa história”, pontuou.

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