Após cinco dias de espera, o caso do submarino que havia desaparecido no oceano no último domingo (18) foi brevemente esclarecido. O Titan, como era chamado, perdeu o contato 1 hora e 45 minutos depois de começar a descer para chegar ao fundo do mar. A expedição tinha como objetivo chegar aos destroços do Titanic, que naufragou em 1912, e está localizado a 3.800 metros de profundidade no Oceano Atlântico, a 650 km da costa do Canadá.
A expedição é organizada pela empresa de turismo marítimo OceanGate Expeditions. A bordo estavam cinco pessoas, que desembolsaram cerca de R$ 250 mil dólares cada, equivalente a R$ 1 Milhão de reais, para participar da viagem. Dentre eles estão o diretor-executivo da OceanGate, Stockton Rush, piloto do submarino, o empresário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho Suleman Dawood, o bilionário e explorador britânico Hamish Harding e o ex-comandante da Marinha Francesa Paul-Henry Nargeolet, principal especialista no naufrágio do Titanic.
A viagem teve início no dia 16 com uma embarcação que levou o submarino até o local em que seria solto para iniciar a expedição. No domingo (18), começou a descida, que duraria cerca de duas horas para chegar até o Titanic, porém o submarino perdeu o contato 1 hora e 45 minutos depois. Após dois dias sem avanço nas buscas, ruídos subaquáticos foram identificados na terça (20) e na quarta (21) o que gerou expectativa de que os viajantes estivessem vivos. Na quinta (22), um robô encontrou destroços do Titan, e segundo a Guarda Costeira ele teria implodido durante a descida por conta da pressão do mar.
A Guarda Costeira dos Estados Unidos, que liderou as buscas, afirmou que os robôs que foram empregados na operação vão continuar no leito do mar para juntar mais evidências e tentar determinar o que aconteceu, mas, dada a natureza do acidente e das condições no fundo do oceano, ainda não se sabe se os corpos vão ser resgatados.
Informações retiradas do G1



