sábado, 21 fev, 2026

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Sobrevivente a tiros diz que vai processar o jornal que o “matou”, em Guararema

O caseiro Joel Gonçalves, 43 anos, que sobreviveu aos dois tiros disparados pela arma do sargento PM, Isael Pereira dos Reis, diz que vai processar um jornal de Guararema que noticiou a morte dele que não morreu graças ao trabalho dos médicos do Hospital Luzia de Pinho Melo, para onde foi transferido após ter passado pela Santa Casa de Mogi das Cruzes.
Da Redação

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O caso foi no mês passado e, enquanto a vítima lutava pela vida no hospital, o periódico noticiava a sua morte

Por Aristides Barros / Foto: Divulgação

O caseiro Joel Gonçalves, 43 anos, que sobreviveu aos dois tiros disparados pela arma do sargento PM, Isael Pereira dos Reis, diz que vai processar um jornal de Guararema que noticiou a morte dele, embora não tenha morrido graças ao trabalho dos médicos do Hospital Luzia de Pinho Melo, para onde foi transferido após ter passado pela Santa Casa de Mogi das Cruzes.

Ele afirmou que também vai processar o Estado pela lesão grave provocada pelo agente público (policial) que quase lhe custou a vida. O caso resultante na história real de “morto-vivo” aconteceu no dia 25 de maio, numa simples abordagem na Rua 19 de Setembro, Centro de Guararema, quando a PM pediu para que Joel parasse. Ele obedeceu a ordem e quando o policial desceu da viatura aconteceram os disparos que acertaram a barriga da vítima.    

Joel foi socorrido e hospitalizado, ficando internado por 15 dias no “Luzia”, dois deles em coma. Depois de receber alta médica, conseguida após a difícil recuperação, é que ficou sabendo por meio de seus parentes que um periódico havia noticiado a sua morte.   

“Isso causou muito sofrimento para minha família, e fora a dor que sofri com os tiros, ainda tive que passar por isso. Vou processar o jornal porque não pode trabalhar dessa forma. Vocês jornalistas não trabalham pela verdade. Como explicam esse erro”, indagou.         

Falando à GAZETA, Joel eximiu o policial militar de culpa pelo ocorrido afirmando que o sargento autor dos disparos permaneceu com ele até a chegada da viatura do Samu. A vítima acredita realmente que os disparos foram acidentais. Ele “perdoa” o policial, mas não consegue ter o mesmo comportamento com o jornal, que “espalhou uma notícia falsa para toda a cidade”, disse.  

O caso foi registrado na Delegacia de Guararema, e no Boletim de Ocorrência o sargento PM Isael Pereira dos Reis constava como investigado. Na ocasião, o delegado titular de Guararema, Ricardo Glória, conseguiu informações por meio de uma policial militar. O sargento atua na 3ª Companhia do 17º BPM/M.

O detalhe é que a ocorrência não foi apresentada na delegacia. E outra informação dava conta de que a tenente-coronel Patrícia Renesto, comandante do 17º BPM/M, se baseou na resolução 40, de 25 de março de 2015, da SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), que prevê a ocorrência sendo registrada pela Polícia Militar.  

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