O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) e a Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) oficializaram, na última segunda-feira (26), um acordo de cooperação mútua para o desenvolvimento do projeto “Travessia urbana do Rio Tietê: desafios socioambientais e seus reflexos na saúde única”. A iniciativa visa gerar dados científicos robustos para a criação de políticas públicas focadas na conservação e recuperação das áreas de várzea do principal manancial da cidade.
O projeto, que terá duração de quatro anos, é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A coordenação científica ficará a cargo da Dra. Tatiana Ribeiro de Campos Mello, da UMC, enquanto o Semae fornecerá dados técnicos de saneamento e apoio logístico.
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Cronograma de Ações (2026-2030)
A pesquisa foi dividida em etapas anuais para garantir a coleta e aplicação prática dos dados:
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Anos 1 e 2: Consolidação de indicadores biológicos (fauna, flora e microbiota), análise da qualidade da água e do solo, além de diagnóstico participativo com agricultores locais.
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Ano 3: Implementação de um banco de dados e aplicativo de tecnologia social, aliado a oficinas e mutirões de limpeza.
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Ano 4: Elaboração de minutas para o Programa Renasce Tietê e regulamentação da Lei Municipal nº 7.524, sobre o manejo de abelhas.
Integração entre Ciência e Gestão Pública
A prefeita Mara Bertaiolli destacou que a união entre o conhecimento acadêmico da UMC e a expertise técnica do Semae elevará o patamar das políticas ambientais de Mogi.
“É um passo fundamental para proteger nosso rio mais importante e garantir resultados práticos na saúde pública”, afirmou.
O diretor-geral do Semae, José Luiz Furtado, reforçou que a autarquia disponibilizará técnicos e infraestrutura de dados para validar as informações coletadas. Vale ressaltar que não haverá transferência de recursos financeiros entre as instituições, sendo o custeio integral da Fapesp.
“Este projeto traduz a vocação da UMC de colocar a pesquisa a serviço da cidade, gerando impactos concretos no meio ambiente e na qualidade de vida dos moradores”, pontuou a Dra. Tatiana Mello.


