Vereadores de Salesópolis ligados ao ex-prefeito Vanderlon Gomes (PL) rejeitaram, na sessão da última segunda-feira (22), dois projetos de lei que beneficiariam diretamente a população do município. Sem apresentar justificativas, os parlamentares Débora Borges (PODE), Paulo Banespa Arouca Sobreira (PL), o Paulo Banespa, Davi Fonseca (PMB), Edilson Aparecido dos Santos (DC), o Edil, e Sérgio dos Santos (PMB), o Serginho da Aurora, foram contrários aos projetos do vereador Michael Silva Santos (PL), o Tikinho, que instituía o selo “Empresa Amiga da Juventude”, e de Fabrício Paiva (PODE), que criaria o programa “Farmácia Veterinária Solidária”.
A proposta de Tikinho buscava reconhecer empresas locais que oferecessem estágios e oportunidades profissionais a jovens, sem custos para a administração municipal. Já o projeto de Fabrício Paiva tinha o objetivo de arrecadar e doar produtos de uso veterinário.
Parlamentares que se mostraram favoráveis ao projeto de Tikinho argumentaram que a medida poderia estimular a inserção de jovens no mercado de trabalho e contribuir para reduzir os índices de desemprego juvenil.
“Muito bom esse projeto, pois ajuda os jovens e ajuda o município. Um projeto que vai dar uma nova cara, um novo retrato para nós, que também comerciantes em Salesópolis. O benefício é para a população no final, formar os jovens para que eles se preparem para o futuro. Meu voto é a favor”, destacou Paulo César Monteiro (PSD), o Mineiro do Restaurante.
Também favorável ao projeto, Claudinei José de Oliveira (MDB), o Nei do Zé Anísio, observou que o projeto de Tikinho também poderia beneficiar a saúde mental dos jovens: “Hoje nós trabalhamos com a ansiedade dessa juventude. O jovem está ficando doente porque o consumo é maior do que há anos e décadas trás. O jovem quer ter alguma coisa, ele quer ter o seu pouco ganho para ele poder se manter ali dentro do que a sociedade impõe. Então, eu vejo que é de grande valia e, mais do que isso, estamos valorizando também e dando o título ao comerciante, a aquele que gera emprego, que gera receita no município.”
Na tribuna, Tikinho não se manifestou diretamente em relação à rejeição da proposta, mas deixou um recado: “População, o sistema começou a me atacar. Não tenho rabo preso com ninguém. Se quiser mandar fazer o que quiser comigo, pode fazer. Estou à disposição. Observa quem está trabalhando por vocês e quem não está. Se alguém tiver algum problema comigo, pode me procurar que a gente resolve”, concluiu.



