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Saúde de Mogi promove medidas de controle e orientação sobre caramujos africanos

A Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio do Centro de Controle de Zoonoses, iniciou nesta semana uma ação de vigilância e controle do Achatina fulica, popularmente conhecido como caramujo gigante africano. Os técnicos estão trabalhando na coleta manual desses moluscos, atendendo às demandas e orientando a população sobre os cuidados necessários.

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O molusco pode transmitir doenças

Da Redação / Foto: PMMC – Divulgação

A Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio do Centro de Controle de Zoonoses, iniciou nesta semana uma ação de vigilância e controle do Achatina fulica, popularmente conhecido como caramujo gigante africano. Os técnicos estão trabalhando na coleta manual desses moluscos, atendendo às demandas e orientando a população sobre os cuidados necessários. 

No primeiro local visitado, no Alto Ipiranga, foram removidos 13 quilos do molusco. Três unidades serão encaminhadas para análise no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

“O IAL nos propôs uma parceria para ampliarmos os estudos sobre essa espécie na cidade, visando o controle e a prevenção de doenças”, explica a veterinária Débora Murakami, que atua na coordenação do Núcleo de Controle e Prevenção de Arboviroses. 

O caramujo africano é um tipo de molusco terrestre tropical e uma das espécies mais invasoras do mundo. Foi introduzido no país no final da década de 1980, importado ilegalmente do leste e nordeste africanos, e trazido como um substituto mais rentável do escargot, o que não deu certo. Os caramujos africanos colocam até 500 ovos por ano e têm uma vida média de 5 anos e podem transmitir doenças.

A principal medida de controle é a catação e o descarte. A coleta deve ser manual, utilizando luvas de borracha ou sacolas plásticas nas mãos. “Uma alternativa viável para o descarte é mergulhar os caramujos por 24 horas em uma solução de água e hipoclorito (1 parte de hipoclorito para 3 partes de água), em seguida quebrar as cascas, ensacar e jogar no lixo ou enterrar com uma camada de cal por conta do cheiro”, ensina a veterinária. 

A catação é melhor se realizada nas primeiras horas da manhã ou à noitinha, horários em que os caramujos estão mais ativos, sendo possível coletar uma maior quantidade de exemplares. É preciso descartar tudo, principalmente suas conchas, que podem servir de reservatório para proliferação de mosquitos como o Aedes aegypti, e os ovos que ficam semienterrados. 

Outros cuidados são: manter limpos terrenos e quintais, eliminando lixo e entulho, e não amontoar folhas mortas, frutas caídas ou restos de capinação. Não é indicado uso de veneno pelo elevado risco de intoxicação de animais domésticos, crianças e até mesmo adultos. O uso de sal de cozinha ou sal grosso também não é recomendado. 

As denúncias ou notificações de infestações podem ser registradas pelo telefone 162 ou no eouve.com.br 

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