No primeiro quadrimestre deste ano, a Rede Básica de Saúde de Mogi das Cruzes realizou 196.588 consultas em clínica médica, ginecologia e obstetrícia, pediatria, enfermagem, psicologia e odontologia, um aumento de cerca de 30 mil atendimentos em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registradas 166.886. O aumento também foi constatado nas consultas e exames das demais especialidades. Foram 66.875 consultas de janeiro a abril de 2025 contra 47.006 em igual período de 2024, e 82.617 exames este ano diante de 62.298 no ano passado, dentro do mesmo comparativo.
O levantamento foi apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde, nesta quinta-feira (28), durante a audiência pública de prestação de contas à Comissão Permanente de Saúde da Câmara de Mogi das Cruzes, realizada no auditório do Legislativo.
Na atenção primária, os atendimentos foram distribuídos entre médicos clínicos (78.662), ginecologistas e obstetras (37.461), pediatras (29.844), dentistas (19.922) e profissionais de enfermagem (26.550) e psicologia (4.149). A média de absenteísmo (faltas às consultas) no período foi de 19,1%.
Ainda na audiência, foi divulgado que, no último quadrimestre, a prefeitura investiu R$ 211,8 milhões na Saúde, o correspondente a 35,9% da receita proveniente de impostos. A estrutura do município na área conta com o Hospital Municipal, sete UPAs, seis Unidades de Saúde Mental, 19 UBSs, 17 Unidades de Saúde da Família e 13 Unidades Especiais.
A secretária municipal de Saúde, Rebeca Barufi, que esteve acompanhada pelo secretário adjunto, Luiz Bot, destacou a agilidade na realização de exames no período. “A meta de reduzir o tempo de espera vem sendo cumprida. Hoje, o prazo máximo é de 30 dias na maioria das unidades”.
Ela também destacou que, nos primeiros quatro meses deste ano também foram realizadas 70.266 coletas laboratoriais, 9.056 coletas de Papanicolau, além de 145.753 exames laboratoriais coletados, sendo que o SAMU Regional 192, administrado pelo INTS (Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde), efetuou 10.075 atendimentos no período. Além disso, a assistência farmacêutica distribuiu 10.703 medicamentos no quadrimestre.
O secretário adjunto, Luiz Bot, também atentou para os números de atendimentos por classificação de risco nas unidades de Pronto Atendimento. “Dos 253.727 pacientes recebidos neste primeiro quadrimestre, 208.886, o correspondente a 82,33% poderiam ter sido atendidos nas unidades básicas de saúde mais próximas de suas casas, o que desafogaria a demanda, porém, mesmo diante desta orientação das equipes, preferiram permanecer no pronto atendimento”.


