Nesta quinta-feira (22), vazou para a imprensa um comunicado emitido pelo hospital Santa Marcelina de Itaquaquecetuba solicitando que os órgãos de resgate da região direcionem os pacientes para outras unidades por conta da superlotação. Público e de gestão estadual, o hospital é referência na região para casos de urgência e emergência.
No documento – datado na terça-feira (20) –, ao qual a GAZETA também teve acesso, o “Plantão Administrativo” classifica a unidade como “sem condições de receber novos casos”, ressaltando que as alas de emergência, psiquiatria e berçário estavam com capacidade excedida, além de a equipe de Cirurgia Geral estar incompleta.
Questionada, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) disse, em nota, que este se trata apenas de um dos comunicados que a unidade emite diariamente e, portanto, as informações correspondem apenas ao último dia 20.
“Em relação à equipe de Cirurgia Geral, a unidade conta com três cirurgiões, porém, naquela ocasião, apenas dois cirurgiões estavam atuando no pronto-socorro. Nesta sexta-feira (23), o hospital atua com o corpo médico completo”, diz.
Mesmo reconhecendo a superlotação, a Pasta estadual, no entanto, se contradiz. No documento, que é oficial, consta a frase “ressalvo a falta de espaço físico, equipamentos, régua de gases e macas”, mas, segundo a SES, “a informação sobre falta de insumos não procede.”
Sobre possíveis soluções, a Secretaria diz que, “após avaliação do caso, o hospital encaminhará alguns pacientes para unidades próximas para dar prosseguimento ao tratamento”. Outro ponto que, segundo a Pasta, ajudará a desafogar o Santa Marcelina de Itaquá é a inauguração do Hospital Regional do Alto Tietê, em Suzano, prevista para julho.


