De acordo com o Monitor do Fogo, plataforma do MapBiomas que mapeia queimadas em todo o Brasil, a cidade de Santa Isabel teve a maior área atingida por queimadas entre os meses de janeiro e agosto deste ano. Segundo a plataforma, o rastro de devastação é de 443 hectares de terra, o equivalente a aproximadamente 620 campos de futebol.
Levantamento feito pelo portal G1 apontou que 98,8% destes incêndios se concentraram em áreas de agropecuária. A gravidade da situação levou a Prefeitura de Santa Isabel a decretar situação de emergência no fim do mês de setembro. O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) indicou 180 registros de incêndios na cidade até o fim de agosto.
A GAZETA, portanto, procurou a Defesa Civil do Estado, a Semil (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística) e a SSP (Secretaria de Segurança Pública) para questionar sobre o tema.
Em contato telefônico, a Defesa Civil reforçou que os dados não são oficiais e que não poderia confirmar a informação sobre o tamanho da devastação, tampouco as causas dela. O órgão informou apenas que, apesar de não poder falar sobre o caso específico da cidade, 95% das queimadas são oriundas da ação humana, voluntária ou involuntária, criminosa ou legal.
A Semil disse também não ter dados sobre o tema.
Mesmo com o apontamento do Inpe para o número de incêndios registrados, e levando em consideração a estatística apontada pela Defesa Civil, a SSP informou que “Polícia Civil de Santa Isabel investiga um incêndio em uma chácara, ocorrido na segunda-feira (16/09), no bairro Jardim Eldorado. A equipe de investigação analisa imagens de monitoramento para identificar e responsabilizar os autores.”
E OS BOMBEIROS? – Santa Isabel não conta com uma base do Corpo de Bombeiros em seu território. Questionada sobre os critérios para a implementação de uma base na cidade, a SSP disse: “O Corpo de Bombeiros distribui seus recursos humanos e materiais de forma estratégica, levando em conta fatores como densidade populacional, áreas de risco e o histórico de ocorrências em cada região. Os atendimentos são priorizados de acordo com o risco à vida, ao meio ambiente e ao patrimônio, seguindo essa ordem. Os bombeiros seguem monitorando a situação em todo o Estado e trabalhando para oferecer o melhor atendimento à população.”
SILÊNCIO DA PREFEITURA – A GAZETA também procurou a prefeitura isabelense para questionar as possíveis causas para os indicadores, ações para combater o fogo e prevenir que volte a acontecer, bem como solicitar dados referentes à Defesa Civil municipal, mas não obteve respostas até o fechamento da edição.
ERRATA
Em nossa última edição, nº 551, na reportagem sobre a união de associações em busca de mais segurança para Mogi das Cruzes, publicamos erroneamente que o sargento Claudinei Guimarães Simões era presidente da Associação dos Cabos e Soldados. O correto é que Simões preside a APMDFESP (Associação dos Policiais Militares com Deficiência do Estado de São Paulo) de Mogi. O presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar é o sargento Fabio Augusto Pescinelli. Pedimos desculpas aos policiais e aos nossos leitores.



