segunda-feira, 9 mar, 2026

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‘Rota Biker’: Monumento em Salesópolis dá apoio e difunde a cultura de motociclistas

Conheça um dos pontos de uma das maiores rotas de mototurismo do mundo, localizado em Salesópolis, no Rancho Terra Crua
Guilherme Alferes

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Desde a metade do século passado, principalmente por conta do movimento hippie, o gesto levantar a mão com dois dedos em riste significa “paz e amor”. Nas estradas de todo o mundo, o mesmo gesto, mas com a mão na horizontal, se tornou símbolo de companheirismo entre motociclistas. Há cerca de dois anos, um empresário paranaense decidiu criar um movimento, utilizando o gesto para fazer uma série de monumentos, criando assim uma das maiores rotas mundiais para viagens de motocicleta.

Uma das 28 paradas da Rota Biker está situada em Salesópolis, mais precisamente no Rancho Terra Crua. Este é o único monumento da Grande São Paulo até o presente momento, sendo um dos poucos do Estado. Um dos critérios para a instalação é a distância de 150 km entre um e outro. Existem monumentos também no Paraná, Santa Catarina, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

O proprietário do local, Ronaldo Prado, falou à GAZETA sobre o projeto e a cultura do motociclismo: “Essa saudação é um cumprimento que nós temos nas rodovias. É até a mão esquerda, porque você está acelerando com a direita. Ela quer dizer ‘tamo junto’, ‘boa viagem’, ‘estou aqui se precisar de alguma ajuda’. É um símbolo mundial, mas hoje está se perdendo a ideia.”

Esse significado do gesto dá o norte também da atividade de quem abriga o monumento. Há uma série de responsabilidades que um “guardião” da estátua, de 4,5 metros de concreto puro, tem de ter, como de prestar apoio aos viajantes em caso de necessidade, apontar melhores rotas e atividades para se fazer enquanto eles tiverem no local.

Aos interessados, na página de Instagram da Rota Biker (@rota_biker) está disponível um mapa interativo com todos os pontos de parada, com as informações dos proprietários, para que os viajantes possam contatar em caso de necessidade.

Desta forma, além de uma atração turística e apoio aos motociclistas, o monumento funciona também como uma ferramenta de promoção do nome da cidade em todo o país, além de fomentar o comércio e a rede hoteleira, por exemplo, da região. Segundo Prado, o local recebe uma média de 400 a 500 pessoas por final de semana.

A escolha dos locais onde a estátua será instalada, assim como sua aprovação e os pormenores para a instalação, é feita pela Associação dos Guardiões ao Monumento Biker, criada há cerca de um ano, para organizar a dinâmica.

“Quando uma pessoa cria uma coisa, dependendo das diretrizes dela, não vem atendendo a outras regiões. Na Associação, nada é decidido sozinho, tem votação para tudo, tem manual de conduta, as funções de quem quer hospedar o monumento. Antes, as pessoas que estavam procurando estavam visando só o lucro, que não é o principal”, explicou.

A primeira regra para a instalação é a obrigatoriedade de ser uma propriedade privada. Desta forma, evita-se a interferência – e a burocracia – do poder público e da política.

Outro critério levado em conta é a segurança. De acordo com Prado, a qualidade das estradas e os indicadores de segurança pública da cidade ou região são preponderantes para a aprovação pela Associação.

“Precisa ser uma rota segura. Vamos dizer que o candidato tem o espaço, que esteja há 150 km de um outro, mas está na Baixada Santista, no Guarujá, por exemplo. Não aprova. Porque o Guarujá já foi um lugar fantástico, mas hoje não é mais. A mesma coisa em São Paulo. Eu não vou mandar ninguém para um lugar ser roubado. Infelizmente está assim.”

Os viajantes podem pegar, em todos monumentos, um passaporte, que pode ser carimbado em cada parada que ele fizer. Atualmente, poucos conseguiram completar a rota. Prado não é um deles, mas promete um dia ser: “Aqui, com o monumento, eu recebo a visita de amigos de todo canto, então estou devendo uma visita para eles também. Eu vou completar a rota e, no fim, fazer uma celebração aqui em Salesópolis.”

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